Parque Villa-Lobos vai ganhar 'puxadinho'

Batizada de Candido Portinari, área verde está sendo construída no local onde havia canteiro de obras do Metrô e será inaugurada até o fim do ano

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

06 Junho 2013 | 02h04

Para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado ontem, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou que até o fim do ano a capital terá um novo parque. Batizado de Cândido Portinari, será uma espécie de "puxadinho" do Villa-Lobos, na zona oeste.

Construído no local onde funcionava o canteiro de obras da Linha 4-Amarela do Metrô, o novo parque será interligado ao Villa-Lobos por ciclovia e passarela, criando uma complexa área verde com mais de 850 mil metros quadrados. O novo espaço de lazer contribuirá com 121.670 m², nos quais serão plantadas 20 mil árvores.

Até o fim do ano, de acordo com o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas, deve ser entregue a primeira etapa do parque, com as áreas gramadas e uma ciclovia de 1.600 metros integrada à de 3.500 metros do Villa-Lobos. A infraestrutura mais pesada, porém, com quadras poliesportivas e pista de skate, deve ficar pronta apenas em março de 2014.

Outro destaque será a geração de energia solar no complexo. O estacionamento entre os dois parques, que terá 500 vagas, será coberto por painéis solares, com capacidade para gerar 1,1 megawatt de energia, suficiente para o consumo do parque e de 30 casas. O projeto é uma parceria do governo com a Comgás, que investirá R$ 5,6 milhões de um total de R$ 7,7 milhões.

Alckmin também prometeu para daqui a um ano um novo parque envolvendo os municípios de São Paulo, Osasco e Cotia, perto de Embu e Taboão da Serra, na beira do Rodoanel. Trata-se na verdade de um projeto que já tinha sido lançado no começo de 2012, de criar o Parque Urbano de Conservação Ambiental e Lazer da Fazenda Tizo (Terras Institucionais da Zona Oeste).

No evento de ontem, realizado no Tizo, o local foi renomeado para Parque Jequitibá. Já em obras, englobará uma área de 1,3 milhão m² de remanescentes da Mata Atlântica, integrando a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo.

Cadastro ambiental. O anúncio dos novos parques fez parte de um pacote de incentivos ambientais de R$ 60 milhões para investimento em diversas ações. O foco principal é impulsionar o Cadastro Ambiental Rural (CAR), ferramenta estabelecida pelo novo Código Florestal para legalizar agricultores que cometeram desmatamentos ilegais.

A meta é que em dois anos todas as propriedades de terra do País façam o cadastro. São esses dados que permitirão saber exatamente o que existe de passivo ambiental no País e estruturar o processo de restauração dessas áreas.

De acordo com Covas, em São Paulo existem cerca de 300 mil propriedades, sendo a maioria (270 mil) de pequenos produtores. Para cumprir o prazo, a Secretaria de Meio Ambiente e de Agricultura deve iniciar uma caravana pelo interior do Estado para auxiliar os donos de terra nesse preenchimento. Paralelamente à realização do cadastro, a verba anunciada ontem servirá para financiar ações de restauração e proteção de nascentes e recuperação das matas ciliares.

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