Parque Várzeas do Tietê começa a sair do papel

Foi entregue ontem a primeira fase do Parque Várzeas do Tietê, com a abertura de uma ciclovia de 15 km. Considerado o maior parque linear do mundo, com 75 km de extensão e 107 km² de área, ele só deverá ser concluído em 2014. Nos últimos meses, a obra ganhou destaque pois era apontada como solução para evitar os alagamentos no Jardim Romano, zona leste da capital.

MARIANA LENHARO, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2010 | 00h00

Nessa primeira etapa, o investimento foi de R$ 377 milhões, sendo 30% do governo do Estado de São Paulo e 70% financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O parque deve beneficiar 3 milhões de pessoas na zona leste e tem custo final estimado em R$ 1,7 bilhão.

Em julho do ano passado, quando se assinou o convênio com oito municípios atravessados pelo Rio Tietê, para iniciar os trabalhos, a estimativa era de entregar a primeira etapa de obras em janeiro deste ano. Mas as chuvas e enchentes de verão atrasaram as obras, que só foram entregues ontem, na véspera do segundo turno da eleição.

A cerimônia de abertura contou com a presença do governador, Alberto Goldman (PSDB), e do prefeito, Gilberto Kassab (DEM). "Essa é uma obra fantástica e para a história de São Paulo é absolutamente insuperável", disse Goldman. "Esse é o grande projeto do governo, juntamente com a expansão do Metrô. Ele começou em função de uma compensação ambiental e culmina com a inauguração dessa primeira etapa."

O projeto do empreendimento inclui estrutura de lazer, ao mesmo tempo que busca recuperar e preservar a várzea natural do rio, além de reduzir riscos de enchentes na Região Metropolitana de São Paulo. Ao todo, serão 33 núcleos de lazer, cultura e esporte, 250 km de ciclovia e Via Parque (com acesso de carro aos núcleos), 77 campos de futebol e 129 quadras poliesportivas.

Jardim Romano. A região do Jardim Romano, na zona leste, ganhou destaque no último verão, pois ficou quase dois meses com as ruas inundadas. Para garantir que não haja novas ocupações, como as desse bairro, o governo do Estado prevê que a ocupação das margens seja reordenada, com a transferência de famílias de áreas de risco para moradias dignas. Na primeira etapa, 3,1 mil deverão ser reassentadas em área próximas.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.