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Para Haddad, preocupação com 'rolezinho' é exagerada

Artur Rodrigues

22 Janeiro 2014 | 14h 06

Prefeito afirmou que jovens só querem se divertir e que CEUs estarão à disposição para encontros

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) disse nesta quarta-feira, 22, que a preocupação com os "rolezinhos" é exagerada. Ele ainda afirmou que não vê problemas em encontros do gênero acontecerem nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) e em clubes municipais. 

"Eu acho que está havendo um certo exagero. Nada que uma boa conversa não resolva", disse, quando questionado sobre o que achava da demanda da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) para a criação de "rolezódromos". "Sinceramente, a garotada que está em contato conosco é uma garotada que tem menos de 18 anos, que quer se encontrar, que quer namorar, quer se divertir na cidade. É mais uma questão de conversa, pactuação, acordo, do que propriamente repressão", completou, durante evento no Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste. 

O prefeito afirmou que assinará um decreto para que haja gestão compartilhada dos CEUs, entre educação, cultura e esporte. "É um espaço público que recebe as pessoas para as atividades mais variadas. Para ouvir música", afirmou. "Nós não queremos um volume alto do lado da casa de um trabalhador que precisa acordar às 4h. Mas, em um lugar próprio, por que não cultivar a centenas de ritmos que o Brasil produziu para o mundo?"

Haddad também falou sobre obras de requalificação do Largo da Batata, parte da Operação Urbana Água Branca. Uma delas será um bicicletário, ligado à Estação Faria Lima do Metrô, que será inaugurado em março. Também será feita uma ciclovia partindo do largo, rumo à zona sul.