Para evitar roubo, banco não usa mais dinheiro em subprefeitura

Estabelecimento em pátio de sede na Vila Mariana foi assaltado três vezes em um período de ano e meio

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2010 | 00h00

Roubos em série ao posto bancário do Itaú, localizado no pátio da Subprefeitura da Vila Mariana, na zona sul, fizeram a gerência do estabelecimento adotar uma medida extrema: parar de trabalhar com dinheiro. A decisão foi tomada para melhorar a segurança do banco, atacado três vezes por criminosos em um ano e meio.

"Desde que aconteceu isso precisamos sair para fazer saques, mesmo de pequenas quantias. Isso representa um risco a mais para nós", conta um funcionário. A Assessoria de Imprensa da Subprefeitura, porém, diz que os servidores não são afetados porque, desde janeiro, os salários são depositados no Banco do Brasil. Quem trabalha no gabinete entende a situação. "Culpa dos assaltos que tiveram por aqui", disse a atendente.

Na praça de atendimento, os funcionários reclamam do desaparecimento das cédulas. "É ruim, pois agora precisamos andar até a Rua Borges Lagoa para usar o banco. Aqui dentro mesmo, só com cheque. Quem usa cheque hoje em dia?", reclama uma outra funcionária. Para avisar os clientes, dois cartazes foram fixados.

Trapalhada. No episódio mais recente ocorrido no posto bancário, bandidos se atrapalharam e, na hora de furtar os caixas com maçarico, queimaram parte do dinheiro que havia no compartimento. A ocorrência foi registrada em julho do ano passado.

Um mês antes, o mesmo posto havia sido alvo de assalto. Dessa vez, a agência estava aberta ao público. O vigilante foi rendido quando permanecia de campana atrás da unidade. A dupla levou R$ 1.488 e uma arma.

A Secretaria de Coordenação de Subprefeituras foi procurada e não respondeu aos questionamentos ? entre eles, se todas as subprefeituras têm caixa. Procurada, a assessoria de imprensa do Itaú não respondeu.

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