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Para evitar gasto de água, cidade improvisa tapete de Corpus Christi

Rene Moreira - Especial para O Estado

19 Junho 2014 | 03h 00

No lugar do pó de serra e das tintas, será usado um tecido do tipo TNT para cobrir as ruas

FRANCA - A escassez de água fez a cidade de São Pedro, no interior paulista, mudar a confecção do tradicional tapete de Corpus Christi. No lugar do pó de serra e das tintas, que consomem muita água durante a decoração e depois na limpeza, será usado para cobrir as ruas um tecido do tipo TNT.

Segundo a prefeitura local, para fazer o tapete da procissão desta quinta-feira, 19, com os materiais tradicionais seria usada muita água, primeiramente para preparar os tingimentos e, depois, para lavar as ruas que ficam cheias de serragem. Por isso, segundo a secretária de Turismo, Clarissa Quiararia, o tapete será “ambientalmente correto”.

O monsenhor José Boteon, da Paróquia São Pedro, conta que a procissão ocorre após a missa das 17h. Ele diz concordar com a proposta, que não deve prejudicar a decoração, que ganhou o apoio dos moradores. “Estamos convidando as pessoas a enfeitarem as fachadas das casas e lojas por onde a procissão vai passar”, explicou o religioso.

A procissão de Corpus Christi ocorre desde a criação da paróquia, que este ano completou 150 anos. Ela será realizada também na Igreja São José, mas após a missa das 15h.

A falta de água em São Pedro se acentuou neste ano, segundo os moradores. Eles chegaram a fazer um abaixo-assinado que foi encaminhado a autoridades locais.

Tradição. A pintura e os desenhos nas ruas de símbolos e imagens que representam o corpo de Cristo mobilizam milhares de pessoas em muitas cidades.

Algumas são reconhecidas pelo trabalho religioso e atraem turistas de várias partes do País, caso de Matão (SP), que não deve mudar o tipo de material usado na confecção do tapete. Lá, a expectativa é de receber 70 mil pessoas neste feriado religioso.

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