Para cair no gosto do eleitor

A buchada de bode é o clímax! Nenhuma campanha política que se preze no Brasil, ainda mais para presidente, começa pra valer sem as preliminares de uma empadinha de camarão, um pastel de carne, ovo cor-de-rosa, bolinho de bacalhau, torresminho, moela, pão de queijo...

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

09 Abril 2010 | 00h00

Lembra a coxinha de galinha que levou o Alckmin para o hospital em 2008?

Só depois do corpo a corpo de padaria a candidatura ganha peso para enfrentar o teste das comidas típicas regionais do eleitor: o feijão-tropeiro da dona Antônia, o sarapatel da Ivete, o tutu à mineira da Tia Bebém, o churrasco do Carlão...

Vai nesse crescendo até a prova de fogo que todo mundo espera: precisa ter muito gosto pela Presidência para encarar uma buchada de bode e sorrir para fotos ao mesmo tempo!

É sempre assim, mas o que torna especialmente interessantes as eleições deste ano é que nenhum dos candidatos parece ter estômago pra isso. Preferem inaugurar a comer!

Mas não têm escapatória! Resta saber quem vai morder primeiro, e o quê. Façam suas apostas! A imprensa publicará fotos dos candidatos sempre que eles comerem alguma coisa em público.

Spam

A web está cheia de engraçadinhos. Agora mesmo, corre na rede o boato de que a Apple vai fazer recall de iPad. Pode?

Fora Sarney!

Único disponível na linha sucessória do Planalto, José Sarney sentará de novo na cadeira de presidente da República durante 27 dias previstos para viagens na agenda de Lula nos próximos meses.

Precisa ver se vai dar tempo de se pedir impeachment, né?!

Era só o que faltava!

Modelos seminuas a serviço de uma feira de produtos eróticos pararam o trânsito ontem na Avenida Paulista. Como se já não bastassem os professores!

Boa noite, Cinderela!

Lula promete levar no domingo para a cúpula sobre segurança nuclear, em Washington, algo mais forte que o "vírus da paz" que não pegou ninguém durante a passagem do presidente pelo Oriente Médio. Aguardem!

Corte no orçamento

Rússia e EUA tiveram bons motivos para selar acordo reduzindo em um terço seus respectivos arsenais atômicos. Os dois lados chegaram à conclusão de que, se deixarem por conta da natureza, o fim do mundo fica muito mais barato.

Mal comparando

Certos países são como aqueles políticos que a gente só fica sabendo da existência quando se metem em alguma grande lambança.

O Quirguistão, por exemplo, antes dessa rebelião sangrenta que derrubou o governo de lá, era quase tão desconhecido por aqui quanto aquele deputado que depois se projetou como dono de castelo.

Mau gosto

Falar a todo instante em "Minha Casa, Minha Vida" numa hora dessas, francamente, podiam

ao menos mudar o nome do programa.

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