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Pane, erro e ação intencional estão entre as hipóteses

Roberta Pennafort - O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2014 | 02h 07

Para especialista, motorista pode ter acionado o mecanismo para esconder placa ou a caçamba se levantou por defeito mecânico

RIO - Três engenheiros ouvidos pelo Estado concordam: o choque da caçamba do caminhão foi suficiente para derrubar a passarela da Linha Amarela, sem que necessariamente ela tivesse algum problema estrutural. O fato de o veículo trafegar a 85 km/h fez o peso jogado contra a estrutura ser de aproximadamente 100 toneladas, o que faria tombar qualquer passarela metálica, segundo eles, ou até mesmo uma de concreto.

O engenheiro de transportes Luiz Carneiro, diretor do Clube de Engenharia, levantou três hipóteses para o acidente: de o motorista ter levantado a caçamba para esconder a placa, uma vez que estava dirigindo na Linha Amarela antes do horário permitido - caminhões podem circular na via a partir das 10h -, de ele ter acionado acidentalmente a elevação da caçamba, e não ter percebido ou tido tempo de abaixá-la, e ainda de a caçamba ter subido por um defeito mecânico. "Não havia nenhum motivo para ele estar com a caçamba para cima", afirmou Carneiro.

Segundo ele, a passarela não foi - e não teria de ser - dimensionada para esse tipo de colisão. "Se fosse, estaria superdimensionada, seria um gasto de dinheiro à toa."

Outros casos. Moradores de favelas à margem da Linha Amarela contaram que aconteceram acidentes semelhantes anteriormente, mas que não chegaram a causar abalo. "A Lamsa chegou a fazer manutenção no ano passado, depois de uma batida, mas verificaram que não tinha abalado", disse o líder comunitário Alexander Gomes da Silva, do Complexo União de Del Castilho. "É a terceira vez que um caminhão bate ali", comentou Luis Felipe Silva de Lima, da Favela do Guarda, localizada próximo do acidente.

O engenheiro especializado em estruturas Antonio Eulalio, conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio, lembrou que esse tipo de passarela para pedestres é projetado para suportar 500 quilos por metro quadrado. Isso equivale ao peso médio de sete pessoas.

Manoel Lapa, engenheiro calculista também especialista em estruturas, ressaltou que nesse tipo de projeto não é levado em consideração o risco de um acidente como o de ontem. "A probabilidade é muito pequena. Se for considerar todo tipo de risco, o custo de construção fica muito alto." Luiz Carneiro admitiu, no entanto, que essas ocorrências não são tão raras assim. Ele citou o caso de uma passarela, na Avenida Brasil, que desabou parcialmente em 2011 com o choque de um caminhão que transportava um trator.

 

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