Os 120 anos de transformações da Avenida Paulista

Símbolo de SP, a via nasceu residencial, mas viu seus casarões darem lugar a prédios e a um movimentado centro empresarial

EDISON VEIGA, RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2011 | 03h04

A avenida-símbolo de São Paulo completa hoje 120 anos. Em 1891, quando foi aberta por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, a Avenida Paulista era uma tentativa de criar na cidade uma nova área residencial, distante dos já consolidados bairros de Higienópolis e Campos Elísios e dos arredores da Praça da República. Em 12 décadas, a avenida que nasceu onde só havia mato passou por uma drástica mudança de perfil.

Os casarões que faziam dela, nas primeiras décadas do século passado, um dos endereços preferidos da alta sociedade paulistana deram lugar a edifícios que a transformaram em moderno e efervescente centro comercial e financeiro. De um lado, a cidade ganhou uma paisagem urbana única, que atrai a atenção de turistas, urbanistas e arquitetos de várias partes do mundo. De outro, defensores do patrimônio lamentam a demolição dos símbolos da São Paulo do início do século 20.

"É uma pena que a grande maioria dos casarões tenha desaparecido", diz o arquiteto e historiador Benedito Lima de Toledo, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e autor do livro Álbum Iconográfico da Avenida Paulista (Editora Ex Libris, 1987). Hoje, apenas cinco casarões da avenida continuam de pé. Ao longo de sua carreira, Toledo fotografou esses e os que acabaram demolidos - são de seu arquivo muitas das fotos desta página.

Para mostrar essa transformação, o Metrópole vai publicar ao longo deste mês histórias de antigos casarões da avenida. No portal estadão.com.br, leitores e internautas poderão acompanhar as reportagens, comparar fotos antigas e atuais e ver um infográfico do antes e depois da avenida mais famosa de São Paulo.

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