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Organizadores do protesto de sábado criticam atuação da PM

Coletivo Sem Direitos Não Vai Ter Copa confirmou próximo ato para dia 22 na Praça da República

Na manhã desta terça-feira, 28, o coletivo Sem Direitos Não Vai Ter Copa criticou a ação da Polícia Militar durante o protesto de sábado, 25. A leitura do manifesto foi feita na frente da Santa Casa, em Santa Cecília, região central, onde o estoquista Fabrício Chaves, de 22 anos, permanece internado após ter sido baleado por PMs na noite da manifestação. Segundo o coletivo, um novo ato está marcado para o dia 22 de fevereiro na Praça da República.

De acordo com o texto lido pelo integrante do coletivo Diego Jacob Machado, de 28 anos, a manifestação de sábado tinha objetivos pacíficos e eles foram publicamente expressos em um manifesto na presença da PM. "A polícia garantiu a presença de duas ambulâncias, a não obstrução do percurso do ato e a não utilização de armas letais. Garantias que foram sumariamente descumpridas."

O coletivo classificou a ação da PM como "desproporcionalmente violenta" e citou o episódio filmado pelo jornalista Felipe Larozza em um hotel da Rua Augusta, no qual a polícia aborda manifestantes na recepção do hotel e dispara tiros com balas de borracha.

 

Baleado. Segundo a Santa Casa, Fabrício Chaves não está mais sedado e, desde ontem, já respira sem a ajuda de aparelhos. Seu estado de saúde ainda é grave e ele continua na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas está estável.

O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Militar e acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) e pela Defensoria Pública.