Operação policial flagra mais um falso médico na região de Sorocaba

Foram apreendidas caixas com prontuários e disquetes; já são 4 os profissionais flagrados nesta semana atuando ilegalmente na região

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

17 Julho 2015 | 17h04

SOROCABA - A Polícia Civil realizou uma operação para combater a atuação de falsos médicos em três cidades da região de Sorocaba nesta sexta-feira, 17.

Em Mairinque, foi identificado mais um profissional que atendia sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) em uma unidade pré-hospitalar - o quarto caso esta semana. Os policiais apreenderam documentos nessa unidade, na Santa Casa de São Roque e em um pronto atendimento de Alumínio, cidades vizinhas. Numa empresa de prestação de serviços médicos, foram apreendidas caixas com prontuários e disquetes de computador.

A operação Falsos Médicos foi desencadeada após a descoberta de uma possível rede de profissionais sem registro no CRM atuando nas unidades desses municípios que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dois dos falsos médicos já identificados - um homem e uma mulher - foram presos na quinta-feira. Eles contaram à polícia que são formados em Medicina na Bolívia, mas não foram aprovados no Sistema de Reavaliação de Diplomas Médicos (Revalida) no Brasil, por isso passaram a usar o registro de outros médicos.

A investigação teve início depois que os médicos que atuam num pronto atendimento de Alumínio desconfiaram das habilidades de uma colega. Quando precisou atender a um caso de maior complexidade, ela abandonou o plantão e fugiu. A falsa médica se apresentava como Cibele L., usando indevidamente o CRM de uma médica de Franca, região norte do Estado. A jovem já foi identificada e seu advogado informou que ela vai se apresentar à Polícia Civil.

A operação investiga se há outros profissionais atuando com registros falsos e se a prestadora de serviços médicos era conivente com a prática. O suspeitos vão responder por crimes de falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu sindicância para apurar os casos. Os médicos da região de Sorocaba estão sendo convocados para retirar um novo cartão de identificação com chip e foto, menos sujeito à adulteração.

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