Ônibus são incendiados na zona norte após queda de árvore

Ônibus são incendiados na zona norte após queda de árvore

Chuva deixou pontos de alagamento na região e cinco pessoas ficaram feridas após Eucalipto cair; Prefeitura já registra 3 ataques contra coletivos em 2015

O Estado de S. Paulo

03 Janeiro 2015 | 17h23

Atualizada às 18h06

SÃO PAULO - Dois coletivos de transporte público de São Paulo - um ônibus e um lotação - foram incendiados, na tarde de sábado, 3, em Parada de Taipas, zona norte, após uma rua ficar alagada e uma árvore de 40 metros cair sobre uma residência, deixando cinco feridos. Segundo a Polícia Militar, um terceiro veículo foi depredado. Ninguém se feriu.

A árvore caiu na Rua Antônio Nápoli. Um dos feridos teve fratura exposta, mas passa bem. Já o vandalismo foi causado por um grupo de moradores revoltado com os estragos causados pela chuva. O primeiro ataque, de acordo com a PM, foi contra a linha 888P-10 (Perus-Cohab Taipas). Equipes do Corpo de Bombeiros que chegaram para conter o fogo acabaram atacadas. Os agentes responderam com jatos de água. 

Cerca de 40 minutos depois do primeiro coletivo ser incendiado, o bando atacou lotações: um foi incendiado. Um homem do grupo chegou a roubar e dirigir um desses veículos, mas foi surpreendido com a chegada da PM, que dispersou o bando. No início da noite de sábado, policiais ocupavam o bairro.

De acordo com a Prefeitura, não havia passageiros dentro dos veículos e ninguém ficou ferido. Com os ataques, sobe para três o número de veículos incendiados em 2015. Na sexta-feira, 3, um coletivo ficou carbonizado. Em 2014, foram registradas 132 ocorrências desse tipo. 

Perdas. O alagamento ocorreu na Rua Capitão de Oliveira Carvalho. No fim da tarde de sábado, moradores ainda retiravam lama das casas e contabilizavam os prejuízos. “A água saiu pelos canos e alagou tudo. Perdi a máquina de lavar, os colchões, meu fogão. Perdi tudo. Só não perdi minha vida”, contou, chorando, a cozinheira Ana Brasilina da Silva, de 63 anos. Na casa, moram 12 pessoas.

A operadora de caixa Luana Lima Barbosa, de 25 anos, recolhia CDs e objetos que caíram do rack de sua sala e tirava o excesso de água com ajuda de amigos. “Eu estava dormindo e meu marido falou que estava enchendo de água. Só deu tempo de salvar o computador.”

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