Ocupações têm indicadores melhores que área rural

Localizadas principalmente nas regiões metropolitanas, as favelas estão em grande desvantagem na comparação com o "asfalto", mas apresentam alguns indicadores sociais melhores que a área rural. Renda e alfabetização são dois exemplos dessas disparidades no Censo 2010.

LUCIANA NUNES LEAL, FELIPE WERNECK, RIO, O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2011 | 03h05

Enquanto metade dos moradores das favelas brasileiras com 10 anos ou mais de idade têm renda mensal de até R$370, o valor nas áreas regulares urbanas dos municípios que têm favelas é 30% maior: R$510. Já o rendimento das áreas rurais dessas mesmas cidades é de apenas R$112 mensais. Em 78,2% dos domicílios de favelas, os moradores têm renda per capita de até um salário mínimo mensal. Na área rural, a proporção supera a das favelas: 80%.

Em outro corte de renda, o Censo mostra que em 18% dos domicílios de favelas os moradores vivem com até um quarto do salário mínimo por mês. Na área rural, porém, sobe para 27,7%.

A taxa de analfabetismo é outro indicativo. Nas favelas brasileiras, 8,4% dos moradores com 15 anos ou mais de idade são analfabetos. No "asfalto", o índice se reduz à metade: 4,2%. Mas o índice de analfabetismo das favelas é quase três vezes maior que da área rural e também supera a taxa nacional, de 9,6% na população de 15 anos ou mais. No Brasil rural, onde a proporção de jovens é semelhante à das favelas, 23% da população de 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever. Mais de 4 mil municípios do País têm índice de analfabetos maior que os 8,4% das favelas.

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