Obras de 11 estações da polêmica Linha 5-Lilás começam neste mês

Em meio à polêmica envolvendo as obras da Linha 5-Lilás do Metrô, o governo do Estado promete iniciar a escavação dos túneis e a construção das estações do ramal nos próximos dias. As demolições necessárias - de cerca de 220 imóveis - já estão 99% concluídas. Mas parte das plantas das 11 novas estações ainda precisa ser aprovada pelos técnicos do Metrô.

BRUNO RIBEIRO, MARCELO GODOY, O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2011 | 03h05

Ao todo, são quase 500 plantas que estão sendo desenhadas pela empresa italiana Geodata. Uma das 11 novas estações previstas é a Adolfo Pinheiro, cuja licitação foi feita à parte do restante da linha e, por isso, já está sendo construída. As outras, cujas plantas já foram aprovadas, estão em fase de obtenção da licença de instalação pelas subprefeituras responsáveis pelos bairros percorridos pela linha e pela Cetesb.

A ampliação da Linha 5-Lilás, que atualmente liga o Capão Redondo, no extremo sul, à região do Largo 13 de Maio, em Santo Amaro, na mesma região, necessita ainda de um novo pátio de manobras. O Metrô vai construí-lo perto da Estação Santa Cruz, que interligará a Linha 5 à Linha 1-Azul.

O Estado já comprou, por R$ 615 milhões, 26 trens, com seis vagões cada, que vão circular na Linha 5. A exemplo do que ocorre na Linha 4-Amarela, eles terão ar-condicionado e vagões sem divisão. Também não terão maquinista. Os trens estão sendo construídos pela empresa espanhola CAF em uma fábrica em Hortolândia, no interior. A previsão é de que os veículos comecem a chegar ao Metrô em 2013.

As plantas aprovadas pelo Metrô serão enviadas nos próximos dias às empresas contratadas pelo Metrô. As estações serão construídas por um método chamado VCO (Vala a Céu Aberto): as empresas cavam o túnel, que pode passar de 50 metros de profundidade, e vão construindo as estações de baixo para cima.

Polêmica. A promessa do governo do Estado é terminar a Linha 5-Lilás até o fim da gestão Geraldo Alckmin, em 2014. Entre engenheiros e urbanistas, o projeto é considerado fundamental do ponto de vista da mobilidade urbana. Vai permitir que os moradores da zona sul - área mais carente de transporte público - consigam chegar ao centro da cidade em menos de uma hora.

Paralelamente a tudo isso, corre na Justiça um processo sobre a Linha 5. O Ministério Público Estadual (MPE) vê uma série de irregularidades no projeto e conseguiu, há duas semanas, afastar do cargo o presidente do Metrô, Sérgio Avelleda - já reintegrado no início da semana por ordem judicial. O MPE suspeita que as empresas que estão construindo a obra combinaram antes o resultado da licitação. Diz ainda que o modelo de licitação escolhido deixou o projeto mais caro. O Metrô nega irregularidades.

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