Obelisco terá obras de restauração

Mausoléu aos Heróis de 32 deve voltar a receber visitas em 2014; local poderá ter exposições

TIAGO DANTAS, O Estado de S.Paulo

08 Julho 2012 | 03h04

Inaugurado oficialmente em 1955 e fechado para visitação há dez anos devido a problemas estruturais e uma briga judicial, o Obelisco do Ibirapuera, na zona sul da capital, deverá passar por sua primeira grande reforma no ano que vem. Um projeto de restauração deve ficar pronto em seis meses. Depois disso, devem começar as obras.

O contrato com o escritório Helena Ayoub Silva & Arquitetos Associados, vencedor da licitação para o projeto no valor de R$ 286 mil , será assinado amanhã na comemorações de 80 anos da Revolução Constitucionalista. A previsão é que o Mausoléu aos Heróis de 32 volte a receber visitantes em 2014.

"A ideia é recuperar o monumento e trazer de volta as peças do museu, para torná-lo um espaço similar ao que é hoje o Museu da Língua Portuguesa: com visitas monitoradas e exposições", afirma o major Marcel Soffner, porta-voz da Polícia Militar (PM). A corporação é responsável pelo obelisco desde 2006.

A reforma deve acabar com os problemas de infiltração que provocam manchas avermelhadas nas paredes de mármore travertino da obra. Os sistemas hidráulico e elétrico também devem ser revistos. Para completar, cupins apareceram nas caixas de madeira que foram usadas, na época da construção, para sustentar o concreto - e nunca foram retiradas.

O Museu Maria Soldado, que ficava no prédio que sustenta o obelisco, foi fechado. As relíquias da revolução foram transferidas, em 2008, para o Colégio Santo Ivo, na Lapa, zona oeste. Ficou no monumento apenas o mausoléu, onde estão os restos mortais de 798 combatentes da revolução - mais três serão levados ao local amanhã. Na cripta, também estão os restos mortais dos estudantes Martins, Miraguaia, Dráusio e Camargo, mortos em um confronto com tropas federais na Praça da República em 23 de maio de 1932.

A PM disse que já investiu R$ 815 mil em impermeabilização e captação de água, R$ 270 mil para rever o sistema elétrico, entre outros gastos.

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