Monalisa Lins/Estadão
Monalisa Lins/Estadão

O que fazer no Jardim Anália Franco

Bairro construído ao redor de casarão da benfeitora tem bons restaurantes e centro de compras

O Estado de S. Paulo

15 Dezembro 2015 | 17h14

A educadora Anália Franco estabeleceu na antiga casa do Regente Feijó um lar para mulheres e crianças abandonadas, no começo do século XX. Ao redor da instituição, em seu terreno loteado, desde o fim dos anos de 1960 prospera uma das localidades favoritas da classe média e alta da zona leste. É o metro quadrado mais caro da região, passando dos R$ 8 mil.

As construções do antigo educandário ainda estão de pé, e em uma delas funciona o prédio de uma universidade. Além disso, o Jardim Anália Franco tem outras atrações e histórias. O Ceret, por exemplo, principal centro de lazer da região, foi construído pelo craque Leônidas da Silva. As ruas do bairro também concentram bons restaurantes e o Shopping Anália Franco é a âncora do comércio. 

Comes e Bebes

Restaurantes: o Jardim Anália Franco reúne uma série de restaurantes cuja especialidade são sushis e sashimis. Entre eles, o pequeno Senhor Sushi (R. Padre Landell de Moura, 287), o Nozomi (R. Eleonora Cintra, 1040) e o Anália Franco Sushi Lounge (R. Padre Landel de Moura, 299) servem os pratos em modalidade rodízio. Já O Samurai Temaki Lounge (R. Padre Landell De Moura, 287) é especializado em temakis, o "cone" de arroz e peixe cru envolvido em alga. 

Para escapar dos pratos japoneses, há também opções como a churrascaria Boizão Grill (R. Emília Marengo, 504). Do mesmo grupo, há o Bella Esquina (R. Francisco Zicardi, 539), que serve as carnes em sistema de quilo e não por meio de rodízio. Para pizzas, tente a Attrio (R. Eleonora Cintra, 310). Já no Shopping Anália Franco (Av. Reg. Feijó, 1739), é possível encontrar representantes de redes famosas, como Outback, America, The Fifties e Spaghetti Notte, além de uma completa praça de alimentação.

Passeios

Casa do Regente Feijó: a casa de taipa-de-pilão em que Diogo Antônio Feijó (1784-1843) viveu por mais de dez anos não tem endereço oficial e está escondida atrás de prédios novos e bacanas. Tombada pelo Condephaat e pelo Conpresp, pertenceu ao sacerdote e deputado, regente do Império, e também à educadora Anália Franco (1853-1919). Exemplo de arquitetura bandeirista e representante da "São Paulo de barro", o prédio passou por diversas modificações e até ganhou um segundo andar, que não existia no projeto original. Pertence atualmente a um grupo empresarial que "inventou" o bairro de classe média-alta Jardim Anália Franco, que compreende parte do Tatuapé, da Vila Formosa e da Água Rasa. Não está aberta para visitação.

Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador (CERET) (Rua Canuto de Abreu, s/n°): foi inaugurado na década de 1970 pelo esforço de Leônidas da Silva, o então funcionário do Departamento do Lazer do Trabalhador na Secretaria do Trabalho do Estado de São Paulo e ex-craque da seleção brasileira. É uma área de 286 mil metros quadrados destinada ao lazer. Sem necessidade de carteirinha nem mensalidade, tem entre as atrações um balneário com quatro piscinas, quadras de futebol e um campo de rúgbi, um dos primeiros criados na capital.  

Compras

O bairro tem duas ruas que contam com lojas variadas: a Eleonora Cintra e a Emília Marengo, onde é possível achar desde grandes lojas de rede quanto pequenas grifes. O maior centro comercial da região é o Shopping Anália Franco (Av. Regente Feijó, 1739). Tem 400 lojas, nove salas de cinema e cinquenta restaurantes.

Veja também: o que fazer no Tatuapé e o que fazer na Vila Formosa

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