Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

O que fazer na Aclimação e no Cambuci

As atrações dos dois vizinhos se complementam

O Estado de S. paulo

17 Novembro 2015 | 21h58

Cambuci e Aclimação têm origens em arvoredos. O primeiro tem esse nome porque na região havia muitos pés de cambuci, fruta simbólica para São Paulo e que, embora rara, pode ser usada em receitas doces e salgadas. O segundo cresceu a parte (e ao redor) do parque da Aclimação. Em 1892, o médico Carlos José Botelho resolveu reproduzir ali o Jardim D'Acclimatation, de Paris.

O Cambuci é um dos bairros mais antigos de São Paulo, com quase 110 anos. E, mesmo antes disso, no período colonial, os tropeiros usavam a região, então tipicamente rural, na passagem de ou para o caminho do mar. Paravam para se limpar e dar água de beber aos animais na rua dos Lavapés (daí o nome). Cresceu junto com as fábricas e os trabalhadores que se instalaram nas redondezas. 

Já a Aclimação começou a ser mais fortemente povoada apenas na década de 1930, quando a família Botelho loteou a região no entorno dos jardins e deu início ao bairro.

Hoje, enquanto a Aclimação concentra uma população predominantemente de classe média e média-alta, o Cambuci tem perfil mais popular. Em certos aspectos, sobretudo perto da avenida do Estado, exibe um ar decadente. 

Para chegar, é possível optar pelo metrô da vizinhança, em especial as estações Vila Mariana, Paraíso, Ana Rosa e Vergueiro, todas próximas. 

Comes e bebes

Restaurantes: a Laço Aclimação Churrascaria ( R. Píres da Mota, 525) vende espetos inteiros para grandes famílias que lotam suas mesas aos finais de semana. O Javali (R. Luís Gama, 847) tem ambiente simples e comida prestigiada na região - o que inclui algumas preparações à base de cambuci.

Entre os mais procurados à noite, estão as pizzarias Carrieri Pizza Bar (R. Ximbó, 34), Família Presto (R. Esmeralda, 39) e a Zio Vito Pizzaria (Av. Lins de Vasconcelos, 2038). A mais tradicional, porém, é a Cantina 1020 (R. Barão de Jaguara, 1012), que também oferece massas em clima cantineiro.

Menos comum, mas coerente com a forte presença de coreanos e descendentes na Aclimação, é a proposta do Bicol (Praça Gen. Polidoro, 111), que serve o típico churrasco coreano, em que os vários complementos dispostos em potinhos deixam a mesa farta e colorida ao redor da chapa em que chiam os pedacinhos de carne. Já o pequeno Damasco (R. Basílio Da Cunha, 461) apresenta pratos árabes. 

Lanches e guloseimas: a hamburgueria Achapa (Av. Lins de Vasconcelos, 1353) é uma das mais conhecidas de São Paulo. Sempre tem fila no fim de semana, nessa unidade. A padaria Recanto Doce (R. Braz Cubas, 12) é uma das mais procuradas e modernas do bairro da Aclimação. Descolada, inaugurada há menos de um ano, a Beth Bakery (R. Paula Ney, 338) faz pães de fermentação natural bastante especiais, de dar água na boca. Para quem procura doces, há boas opções: Fernanda Ribeiro Bolachas Decoradas (R. Heitor Peixoto, 569) e os bolos da Vovó Gourmet (R. Teodureto Souto, 293). A pastelaria Yokoyama (Av. Lins de Vasconcelos, 1365) traz os salgados em várias versões. É uma das melhores da cidade.

Bares: na Aclimação, há muitos botecos de espetinho, a exemplo de Maria Namoradeira (R. Basílio da Cunha, 156), Costelão do Boni (Rua Braz Cubas, 344), Esquina do Espeto (Rua Braz Cubas, 379) e Espetinhos Aclimação (Rua Braz Cubas, 356). Cerveja gelada predomina sobre as mesas e nos copos. 

De perfil mais arrumadinho, tem o Bar Aclimação (R. Pedra Azul, 521), o Paradiso (R. Apeninos, 747), e o The Garden (Av. Engenheiro Luís Gomes Cardim Sangirardi, 20), com agradáveis jardins e comida japonesa. No Cambuci, o A Juriti (R. Amarante, 31) é uma instituição do bairro, aberto a mais de meio século e serve além de frutos do mar uma tradicional rã à milanesa.

Passeios culturais e ao ar livre

Parque da Aclimação (R. Muniz de Souza, 1119): foi aberto oficialmente em 16 de setembro de 1939 pela Prefeitura de São Paulo, mas o espaço recebia desde o final do século XIX, uma versão do francês Jardim D'Acclimatation, obra de Carlos José Botelho. médico, ele chegou a ser Secretário da Agricultura, Viação e Obras Públicas do Estado. Hoje o parque tem 112 mil metros quadrados de área verde, com várias espécies de fauna e flora local. É muito procurado para piquenique, corrida e caminhada e exercícios e danças orientais.

Biblioteca Raul Bopp (Rua Muniz de Sousa, 1155): fica dentro do parque e foi criada em 1961. Nos últimos anos, assumiu a temática do meio ambiente, com um grande acervo voltado para ecologia e cultura. Funcionada de segunda a sexta, das 10h às 19h (sábados das 9h às 16h e domingo das 10h às 15h).

Mesquita Brasil (R. Barão do Jaguara, nº 632 ): o templo islâmico localizado no Cambuci foi a primeira mesquita erguida no Brasil, com as obras iniciando em 1929. Funciona desde a década de 1950. Visitas podem ser feitas mediante agendamento pelo telefone (11) 3208-3726.

Museu do Cinema Antônio Vituzzo (Av. Lins de Vasconcelos, 1125): idealizado e construído pelo paulistano Antônio Vituzzo (1928-2004), funciona em um sobrado no Cambuci. Em seu acervo estão filmes, fotos e equipamentos históricos. As visitas são agendadas por telefone, (11) 3207-1829, das 8h às 11h. A entrada é grátis.

Compras

O Largo do Cambuci, com lojas populares, e a Rua Lins de Vasconcelos são os principais centros de compras do bairro. Próximo, tem ainda o Shopping Santa Cruz (R. Domingos de Morais, 2564) e o Pátio Paulista. Outra boa opção é o Empório Kerala (Av. Lins de Vasconcelos, 547) com itens de alimentação importados e nacionais.

Duas lojas atraem fãs de jogos, quadrinhos e games de toda a cidade. O Super Anos 80 (R. Heitor Peixoto, 555) vende itens pop da época e consoles antigos, fora de circulação. A Terramédia (R. Teodureto Souto, 630) é a meca dos quadrinhos, vendendo também itens para RPGs e card games.

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