O que era 'bobagem' virou um desafio igual ao da aids

Bastidores: Rafael Moraes Moura

O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2011 | 03h02

"Eu diria que o crack para nós, na saúde pública, tem a mesma dimensão desse desafio (a aids)", disse ontem o ministro Padilha. "Reconhecemos tecnicamente que estamos diante de uma epidemia de crack no nosso País", discursou. No entanto, essa postura é diametralmente oposta à da secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, que, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, afirmou que seria uma "bobagem" reconhecer o crack como epidemia. Paulina não discursou no evento ontem. Entrou muda e saiu calada. Ela também tem evitado polêmicas nos últimos meses. A Secretaria Nacional Antidrogas não falou durante o anúncio do principal programa da área no atual governo.

Já a presidente Dilma Rousseff fez questão ontem de reiterar que não dará trégua no combate à droga, que foi um dos temas de sua campanha eleitoral ao Palácio do Planalto. E prometeu "combater esse processo que instaura violência e destrói famílias".

"Quero falar ao pai e à mãe de família, parceiros estratégicos. São eles que sofrem a dor e a angústia de ver um filho escravizado pela droga", disse Dilma. "Temos de fazer da dor deles a nossa dor e, ao fazer isso, ter clareza que vamos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para a recuperação desses filhos e filhas."

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