O fiscal imóvel foi mandado para o lixo

Ricardão, o boneco marronzinho da CET que atuava nas ruas da cidade

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

22 Abril 2010 | 00h00

No fim de 1993, bonecos-manequins com roupas de marronzinho da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foram instalados em 11 pontos da cidade - três na Marginal do Pinheiros e oito na Marginal do Tietê. Devidamente paramentados, os fiscais imóveis logo acabaram apelidados de "Ricardões", em homenagem ao na época gerente das Marginais, Ricardo Teixeira. "A estratégia era intercalar um marronzinho com um boneco, quando um agente precisava deixar o posto", explica a Assessoria de Imprensa da companhia. "Assim, a ação tinha a intenção de inibir infratores." Depois de algum tempo, entretanto, os Ricardões viraram alvo de piada. Um deles chegou a ser sequestrado de uma cabine próxima da Ponte do Jaguaré. No 93.º Distrito Policial, foi registrada a ocorrência, envolvendo "um manequim-fiscal, pardo e de bigode, vestindo camisa marrom e amarela com emblema da CET, com um X amarelo refletivo sobre o uniforme e usando um boné marrom". De acordo com a companhia, os bonecos encerraram a gloriosa carreira em 1997, "quando foi aprovado o Código de Trânsito Brasileiro". Um Ricardão ainda ficou preservado por algum tempo, no Museu da CET. Mas... "Hoje a Companhia não possui mais nenhum boneco. Todos foram enviados para reciclagem", informa o órgão./

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