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Número de homicídios cai 7,53% na capital paulista

- Atualizado: 23 Março 2016 | 21h 11

Secretário nega relação com aumento de mortes suspeitas; 'Estado' revelou que assassinatos não foram contabilizados nas estatísticas

Em fevereiro de 2015, a polícia registrou 200 pessoas mortas contra 149 no mesmo mês deste ano

Em fevereiro de 2015, a polícia registrou 200 pessoas mortas contra 149 no mesmo mês deste ano

SÃO PAULO - Os casos de homicídio na cidade de São Paulo caíram 7,53% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo estatísticas criminais da Secretaria da Segurança Pública. Os números foram divulgados parcialmente nesta quarta-feira, 23, pelo secretário Alexandre de Moraes. Ele negou que o dado positivo tenha relação com o aumento nos registros de “mortes suspeitas”.

No início do mês, o Estado revelou que assassinatos registrados como “morte suspeita” acabaram não sendo contabilizados nos dados oficiais do governo. Por meio da Lei de Acesso à Informação, a reportagem mostrou que o número oficial de “mortes suspeitas” no ano passado cresceu 7,85% na cidade, enquanto os assassinatos caíram 5,3%.

De acordo com Moraes, a discrepância nos dois tipos de registros não tem “nenhuma correlação”. Ele disse ainda que jornalistas que fazem reportagens com a comparação “talvez não estejam de má-fé”, mas acrescentou que os profissionais não têm feito uma leitura correta dos dados da pasta. 

“Os dados estão absolutamente abertos para isso (evitar erros de leitura). Basta saber analisar”, afirmou. Ele explicou que as “mortes suspeitas” abrangem casos que não são homicídios nem latrocínios (roubo seguido de morte).

“Esse nome (morte suspeita) não fui eu que dei. Parece que há uma dúvida, mas é a classificação quando não é homicídio nem latrocínio”, disse o secretário. Moraes afirmou ainda que esse tipo de registro é feito pela pasta desde 2005. 

Os números divulgados nesta quarta são relativos apenas à capital. As informações foram divulgadas durante a posse de 48 delegados na Academia da Polícia Civil (Acadepol), na Cidade Universitária, zona oeste. Alexandre de Moraes classificou, diante dos novos policiais, a diminuição dos homicídios como uma queda “recorde do bem”. 

Em relação ao número de vítimas de assassinato (um caso pode ter mais de uma morte), o secretário comemorou a redução de 8,16%. Em fevereiro de 2015, a polícia registrou 98 pessoas mortas, ante 90 no mesmo mês deste ano. 

Considerando os dois primeiros meses de 2016, ante o primeiro bimestre de 2015, as estatísticas oficiais mostram o menor número de pessoas mortas “já registrado pela série histórica”, passando de 200 para 149.

Ainda nos crimes contra a vida, o governo estadual mostrou que também houve queda nos latrocínios: redução de 37,5%, com cinco crimes.

Aumento de furtos. Em fevereiro deste ano, os furtos na capital paulista aumentaram 21%, passando de 12,9 mil casos em 2015 para 15,5 mil registros agora. De acordo com Moraes, a pasta vai avaliar os dados para reforçar as delegacias que mais registraram esse tipo crime.

“Até o dia 25, teremos os dados de todo o Estado para verificar a questão do furto na capital, ver as causas mediatas e imediatas para, a partir disso, alterar o policiamento e reforçar onde há necessidade. Se o crime migra e aumenta em determinados locais, também temos de correr atrás disso”, disse. 

Os números de roubos em geral e de furtos de veículos também cresceram no mês passado: 1,85% e 0,97%, respectivamente.

Nos casos de veículos levados em assaltos, a queda foi de 10,73%. Os roubos de cargas tiveram diminuição de 7,19% e os a bancos caíram 60%. Os casos de estupro e sequestro tiveram queda de 4,19% e de 50%. 

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