RAFAEL ARBEX/ESTADÃO
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Novo Parque Campo de Marte também será passado à iniciativa privada

Prefeito João Doria (PSDB) afirma que área verde, que será recebida da União na segunda-feira, entrará no Plano Municipal de Desestatização

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

05 Agosto 2017 | 12h22

SÃO PAULO - Cerca de 300 mil m² do Campor de Marte, que a União devolverá ao município de  São Paulo na segunda-feira, que será destinada à criação de um parque municipal, também será concedida à iniciativa privada, dentro do Plano Municipal de Desestatização da gestão João Doria (PSDB). A informação foi repassada nesta sábado, 5, pelo prefeito.

A cidade receberá a primeira parte dessa área em um ato que contará com o presidente Michel Temer , que veiu à capital paulista para formalizar a transferência e se encontrar com Doria.

O Parque Campo de Marte será implementado em três etapas, sendo que a primeira, cujos trabalhos devem ser iniciados imediatamente, incluem a abertura de um museu aeroespacial (que receberá o acervo do antigo Museu da Tam, em São Carlos, no interiro do Estado). 

A segunda etapa inclui um centro poliesportivo e a terceira, onde hoje ficam os angares do aeroporto, será transformada em um centro cultural. "Também há uma negociação com os proprietários, que construíram os angares que ali estão, que finalizada essa negociação teremos um grande polo cultural, com gastronomia, artes plásticas, teatro cinema, e outras manifestações cluturais. Aí sim nós teremos completado o Parque Campo de Marte na sua totalidade", disse Doria.

O Parque Campo de Marte será o centésimo oitavo parque da cidade. Na Câmara, tramita já em segunda votação projeto de lei que autoriza a Prefeitura a conceder todos os parques municipais à iniciativa privada. Em troca da manutenção das áreas verdes, empresas privadas poderão explorar parte dos equipamentos públicos (como estacionamentos) e espaço publicitário, ficando vedado cobranças para o acesso aos parques. Essas empresas também terão de pagar um a outorga à Prefeitura antes de assumir a administração dos parques. A expectativa é que o projeto seja aprovado ainda neste bimestre e que, ainda em 2017, as primeiras concessões ocorram. 

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