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Novo comandante da GCM em SP é réu por desvio de dinheiro público

Segundo o MPF, Carlos Alexandre Braga participou de esquema durante convênio entre associação e prefeitura de Paraguaçu

O Estado de S.Paulo

21 Março 2018 | 21h13

SÃO PAULO - O novo comandante-geral da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, Carlos Alexandre Braga, nomeado no mês passado pela gestão do prefeito João Doria (PSDB), é réu suspeito de desvio de dinheiro público e falsificação de documento público. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

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O Ministério Público Federal (MPF) o acusa de ter participado de um esquema de desvio de R$ 226.359 oriundos do Ministério da Justiça, em 2007, por causa de um convênio entre a Associação das Guardas Municipais do Estado de São Paulo, à época presidida por ele, e a prefeitura de Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo.

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"Após os valores serem efetivamente depositados em conta corrente da prefeitura de Paraguaçu Paulista, os denunciados passaram a orquestrar esquema criminoso, visando ao desvio dos recursos federais, o qual consistiria na contratação de um falso curso de capacitação de guardas municipais, por meio de uma tomada de preços direcionada", escreveu o procurador Leonardo Augusto Guelfi.

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Segundo a denúncia, esse curso foi "simulado". Embora fossem previstas um total de 1.680 horas-aula, apenas 40 teriam sido efetivamente ministradas. A Procuradoria aponta ainda que os guardas municipais foram obrigados a assinar listas de presença sem terem assistido a qualquer aula do curso. A denúncia aponta também que, embora o município tivesse apenas 35 guardas, o convênio previa a realização do curso para 50 pessoas.

Procurada, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) disse que não existe nenhuma decisão judicial condenatória que impeça o inspetor Carlos Alexandre Braga de exercer funções públicas.

"O processo judicial citado se refere a fatos que teriam ocorrido em 2007, no município de Paraguaçu Paulista, e se encontra na primeira instância, ainda sem condenação."

A pasta destacou ainda que o profissional é mestre na área de segurança pública, com cursos de especialização em forças policiais dos Estados Unidos. Disse também que ele já exerceu as funções de comandante regional, operacional, superintendente e subcomandante na Guarda.

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