Nova Marginal trava e Rodoanel flui em 1º grande teste de trânsito pesado

Nova Marginal trava e Rodoanel flui em 1º grande teste de trânsito pesado

Trecho Sul ainda ajudou a aliviar Avenida dos Bandeirantes; via da zona norte registrou 36 km de lentidão às 19h, nos dois sentidos

Rodrigo Burgarelli, O Estadao de S.Paulo

02 Abril 2010 | 00h00

As duas principais obras viárias inauguradas nos últimos dias pelo governo do Estado se comportaram de maneira distinta no primeiro grande teste a que foram submetidas. A Marginal do Tietê não suportou o intenso tráfego de veículos na saída do paulistano para o feriado de Páscoa e voltou a ficar congestionada. O Trecho Sul do Rodoanel, aberto ontem, não só fluiu bem como ajudou a aliviar o trânsito na Avenida dos Bandeirantes.

Às 19h10, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 162 quilômetros de lentidão na cidade, dos quais 36 (22%) estavam nas pistas da Marginal do Tietê, no sentido Ayrton Senna. Em maio de 2009, quando anunciou o projeto de ampliação da Marginal, o governador José Serra (PSDB) afirmou: "Pode anotar. Não vai ter mais engarrafamento aqui".

Já o Trecho Sul do Rodoanel, aberto às 6h40 de ontem, teve bom desempenho em seu primeiro dia de funcionamento, apesar da falta de placas indicando mais claramente as saídas. Além disso, as obras ainda em andamento em algumas alças de acesso ao novo tramo confundiam e atrapalhavam motoristas.

Um dos principais problemas constatados pelo Estado foram os trechos ainda não finalizados. Uma das alças da Rodovia Régis Bittencourt, por exemplo, ainda não estava aberta ao trânsito ontem, assim como uma das duas pistas do acesso da Rodovia Anchieta para o Rodoanel. Na ligação entre o Trecho Sul e a Avenida Papa João XXIII, em Mauá, um viaduto estava inacabado e o trânsito era feito em apenas uma faixa, demarcada por cones.

Ontem, durante a inauguração, o vice-governador Alberto Goldman (PSDB) admitiu que a finalização da obra pode levar até dois meses. "Temos alguns viadutos para serem terminados e isso pode levar de 30 a 60 dias. No entanto, os que já existem permitem a ligação do Trecho Oeste até a saída para a Anchieta", afirmou.

Radares. Durante todo o percurso, foi possível avistar apenas um radar móvel. A falta de fiscalização contribuiu para que motoristas dirigissem a mais de 140 km/h - a velocidade máxima é de 100 km/h. Segundo o comandante do policiamento do Rodoanel, tenente Luís Antônio Tajaíba, há mais radares no Trecho Sul fazendo "rodízio", que variam de acordo com o horário e local. Ele disse que não poderia informar a quantidade nem onde os aparelhos estavam posicionados.

Outro problema apontado pelos motoristas foi a falta de retornos entre as Rodovias Régis Bittencourt e Imigrantes. O trecho tem 42 km de extensão em cada sentido e, como já havia sido definido no projeto, não há postos de combustível nem oficinas mecânicas no trajeto. Isso significa que, caso um motorista vindo da Rodovia Raposo Tavares para a Régis Bittencourt se perca, por exemplo, ele terá de percorrer mais de 80 km antes de conseguir fazer o retorno.

Classe zero. A Secretaria Estadual de Transportes diz que a ausência de retorno é característica de rodovias de classe zero - como são denominadas as estradas de alto padrão técnico e controle total de acesso, como o Rodoanel. Até as 17 horas de ontem, 29 mil veículos haviam utilizado o trecho sul, sendo 65% de veículos leves e 35% de pesados.

FUJA DO TRÂNSITO

Motoristas devem evitar a saída nos seguintes horários:

Anchieta-Imigrantes: 7h às 14h

Anhanguera-Bandeirantes: 9h às 13h

Castelo Branco: 7h às 14h

Raposo Tavares: 7h às 16h

Régis Bittencourt: 7h às 16h

Tamoios: 7h às 16h

Mogi-Bertioga: 7h às 16h

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