Nos croquis de Ronaldo Fraga, um tour por SP

A pedido do 'Estado', estilista mineiro desenha seus locais preferidos na capital

SILVANA HOLZMEISTER, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2011 | 03h06

O estilista Ronaldo Fraga é mineiro de Belo Horizonte. Bairrista, manteve os pés fincados na cidade e, de lá, expandiu seus domínios criativos. A cada edição da São Paulo Fashion Week, cria uma coleção ligada, com raras exceções, à cultura brasileira. E na próxima edição da semana de moda, em janeiro, deve lançar o livro Roupas, Memórias e Croquis, em formato de retrospectiva gráfica, "mas sem seguir ordem cronológica", frisa.

A pedido do Metrópole, o estilista que é famoso por seus croquis e desde sua estreia no extinto Phytoervas Fashion, no inverno de 1996, lê, anota, recorta e cola tudo que encontra de interessante, desenhou cinco croquis sobre seus lugares preferidos em São Paulo (veja ao lado). "Por mais que 'morda e assopre', São Paulo é uma cidade acolhedora, apesar de um tanto assustadora por ser gigante. É a nossa maneira de fazer uma metrópole", resume.

Para começar, Fraga é um apaixonado pela Avenida Paulista. "A cada esquina, a cada imóvel, passado e futuro se encontram", afirma ele, que sempre quis morar ali e, há pouco tempo, realizou o sonho: comprou um apartamento no Edifício Pauliceia, que fica ao lado do São Carlos do Pinhal. Projetados por Jacques Pillon e Gian Gasperini, os dois prédios são considerados patrimônio histórico por representarem a arquitetura moderna paulistana.

É no apartamento que ele e a família - a mulher, Ivana, e os dois filhos - ficam quando Fraga vem preparar desfiles ou ver o andamento da loja, localizada em uma casinha com jabuticabeira na Vila Madalena. A memória da cidade também atrai o olhar do estilista para outros pontos, mesmo os mais pitorescos, como o Cemitério da Consolação. "A história de São Paulo está lá", explica ele. "A São Paulo quatrocentona está lá. A Maria Adelaide Amaral diz que foi tanto lá para fazer pesquisas que 'ficou íntima' dos modernistas e retorna sempre para visitar Mário de Andrade e Tarsila do Amaral."

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