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No interior de SP, cães recebem coleira para combater leishmaniose

Mais de 60 pessoas morreram vítimas da doença desde 2010 no Estado

Chico Siqueira, Especial para o Estado

26 Fevereiro 2014 | 18h48

VOTUPORANGA - Cidades do interior de São Paulo estão colocando coleiras especiais nos cães para combater a leishmaniose visceral americana, doença que matou mais de 60 pessoas desde 2010 no Estado. Todos os anos, milhares de cães contaminados pela doença são sacrificados.

Em Votuporanga, 5 mil cães já receberam a coleira. Em 2013, a doença infectou 27 pessoas no município e matou 4. Neste começo de ano, o número cresceu por causa do desmatamento na região, que fez com que o mosquito transmissor da doença se espalhasse. Segundo a Vigilância Epidemiológica, 266 casos foram notificados e 94 desenvolveram a doença.

No total, cerca de 30 mil animais devem receber as coleiras em Votuporanga. Com repelentes, elas têm o objetivo de afastar o mosquito palha ou birigui, vetor da leishmania, o protozoário transmissor que se hospeda no cão. A leishmaniose é transmitida às pessoas também pela picada do mosquito.

Além de Votuporanga, a cidade de Jales também vai colocar coleiras nos cães para tentar controlar a doença. Quatro pessoas morreram nesta cidade em consequência da leishmaniose visceral.

A doença é crônica, caracterizada por febre, perda de peso, aumento do volume do fígado e baço, infecções, anemia e outros sintomas. Leva à morte em mais de 90% dos casos se não for tratada.

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