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No aniversário de dois anos da crise hídrica, Cantareira sobe

Principal manancial de SP opera com 43,9% da capacidade, incluindo as duas cotas de volume morto; em 2015, tinha só 5,1%

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Felipe Cordeiro,
O Estado de S. Paulo

27 Janeiro 2016 | 09h54

SÃO PAULO - No dia em que a capital paulista e a Grande São Paulo completam dois anos da crise hídrica, o nível do Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da região, registrou o terceiro aumento consecutivo, segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo nesta quarta-feira, 27. Foi o único entre os seis principais sistemas que teve aumento.

Os reservatórios que compõem o sistema responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas operam com 43,9% da capacidade, de acordo com o dado tradicionalmente informado pela Sabesp, que considera duas cotas de volume morto como se fossem volume útil do sistema. A alta em comparação ao dia anterior, quando estavam com 43,6%, é de 0,3 ponto porcentual. No ano passado, o manancial operava com somente 5,1%, enquanto em 2014 o porcentual era de 23,1%.

A última vez que o Cantareira registrou alguma queda foi há três meses, no dia 22 de outubro. Na ocasião, o volume armazenado de água desceu de 15,7% para 15,6%. No ano, o manancial não subiu apenas no domingo, 24, quando permaneceu estável e interrompeu uma sequência de 52 altas seguidas.

Nas últimas 24 horas, choveu apenas 0,6 mm sobre o Cantareira. Já no acumulado de janeiro, a precipitação soma 221,5 mm.

A situação do sistema, no entanto, ainda demanda cuidados. Segundo o índice que calcula a reserva profunda como volume negativo, o manancial está com apenas 14,7% da capacidade. Já o terceiro índice indica 34%.

Outros mananciais. O nível do Alto Tietê permaneceu estável novamente em 28,9% da capacidade. O índice considera um volume morto acrescentado ao cálculo no fim de 2014. O Rio Claro também manteve o volume de água armazenada e opera com 81,4%.

Os outros três sistemas registram queda do nível. Atualmente responsável por abastecer o maior número de pessoas na região metropolitana (5,8 milhões), o Guarapiranga recuou 0,2 ponto porcentual e variou de 85,5% para 85,3%.

Já o Alto Cotia e o Rio Grande tiveram quedas mais altas, de 0,3 ponto porcentual, e operam com 99,5% e 91,7% da capacidade, respectivamente.

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