Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Nível do Sistema Cantareira completa duas semanas de alta

Principal manancial de São Paulo não registra queda do volume armazenado há 51 dias e opera com 25,1% da capacidade

Felipe Cordeiro, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2015 | 09h28

SÃO PAULO - Considerado o principal manancial de abastecimento da capital paulista e da Grande São Paulo, o Sistema Cantareira registrou nesta quarta-feira, 16, o 14º aumento consecutivo do nível de água armazenada, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Em um dia de chuvas fracas sobre todos os seis principais sistemas, outros três tiveram alta do volume armazenado, enquanto dois, queda.

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira opera com 25,1% da capacidade, que considera as duas cotas do volume morto como se fossem volume útil do sistema. A elevação foi de 0,4 ponto porcentual. No dia anterior, os reservatórios que compõem o sistema estavam com 24,7%.

O Cantareira atingiu seu maior índice desde que a segunda cota do volume morto foi incluída no cálculo, no ano passado. A última baixa registrada ocorreu há 51 dias. Em 26 de outubro, o nível do sistema desceu de 15,7% para 15,6%.

Desde então, o manancial mantém uma sequência positiva e já subiu 5,6 pontos porcentuais só nas duas primeiras semanas de dezembro - o que, no entanto, não foi suficiente para tirá-lo do volume morto. De acordo com a Sabesp, o Cantareira está com -4,2% no índice negativo, que passou a ser divulgado após decisão judicial. Na terceira medição, o Cantareira teve alta de 0,3 ponto porcentual e opera com 19,4%.

Outros mananciais. Em crise severa, o Alto Tietê aumentou de nível pelo quarto dia seguido e opera com 20,4% da capacidade. Esse cálculo considera um volume morto, adicionado no ano passado. No dia anterior, o manancial registrava 20,2%, alta de 0,2 ponto porcentual.

Já o Rio Claro subiu 0,1 ponto porcentual e opera nesta quarta-feira com 68,5% da capacidade. A maior alta proporcional foi verificada no Rio Grande, que subiu 0,5 ponto porcentual e atingiu 99% da capacidade, o maior índice entre os sistemas.

O Guarapiranga, que atualmente socorre o Cantareira e abastece o maior número de paulistas (5,8 milhões), registrou nova queda, de 0,2 ponto porcentual, e está com 86,4% da capacidade. Outro manancial que teve recuo de 0,2 ponto no nível de água foi o Alto Cotia. O sistema está com 77,6%, contra 77,8% desta terça-feira, 15.

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