Cantareira fica estável, mas estoque é 1/3 menor do que há 1 ano

Com chuva 45% acima da média, Guarapiranga registra 9ª alta consecutiva, enquanto que nível do Alto Tietê cai pelo 3º dia seguido, segundo dados divulgados pela Sabesp

O Estado de S.Paulo

11 Julho 2015 | 11h51

SÃO PAULO - O nível do Sistema Cantareira ficou estável pelo segundo dia seguido neste sábado, 11, em 19,6% da capacidade, de acordo com dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Mas o estoque de água do manancial que ainda abastece cerca de 5,2 milhões de pessoas só na Grande São Paulo é 33% menor do que há um ano. 

Em 11 de julho de 2014, as represas do Cantareira somavam 287 bilhões de litros armazenados, enquanto que a reserva atual é de 192 bilhões de litros, considerando as duas cotas do volume morto dos reservatórios, que a água represada abaixo do nível mínimo das comportas e que precisa ser bombeada. Na prática, o sistema opera com - 9,7% da capacidade normal.

Já o Sistema Guarapiranga, que desde fevereiro passou a ser a principal fonte de abastecimento de água da Grande São Paulo, atendendo atualmente 5,8 milhões de pessoas, registrou neste sábado a 9ª alta consecutiva, subindo mais 0,2 ponto porcentual. Agora, a represa da zona sul da capital paulista tem 78,5% da capacidade, graças ao volume de chuva acumulado na região, que já supera em 45% a média histórica de julho.

O nível do Sistema Alto Tietê, por sua vez, caiu pelo 3º dia consecutivo, chegando a apenas 20,3% da capacidade. O conjunto de cinco represas na porção leste da Grande São Paulo, entre Suzano e Salesópolis, também sofre com a estiagem e foi superexplorado pela Sabesp no ano passado para tentar socorrer o Cantareira.

Agora, a companhia está correndo com obras emergenciais para levar mais água ao Alto Tietê. Duas foram concluídas até agora, do córrego Guaratuba e do Rio Guaió, para ampliar em 1,5 mil litros por segundo a entrada de água no sistema. Mas a principal obra é a que prevê levar 4 mil l/s da Billings para a Represa Taiaçupeba, que está dois meses atrasada e deve ser concluída em setembro, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

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