Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

'Nenhum petista me intimida', diz Doria sobre manifestação

Prefeito de São Paulo afirmou que não voltará atrás nas políticas de desestatização; Levante Popular da Juventude nega envolvimento de partidos no protesto

Priscila Mengue, O Estado de São Paulo

15 Julho 2017 | 13h12

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), reclamou sobre a manifestação feita em frente a casa dele, no fim da manhã deste sábado, 15. "Não há nenhum 'ista', nenhum petista nem ninguém que me ameaça e que me intimida", disse Doria acompanhado do prefeito regional de Pinheiros, Paulo Mathias. Durante o protesto, um manifestante foi preso sob a acusação de crime ambiental por ter supostamente pichado o muro da residência com a frase "SP não está à venda".

"Hoje pela manhã, a minha residência foi cercada por manifestantes que picharam o muro da minha casa, ameaçaram os seguranças que estavam aqui e fizeram uma manifestação em nome do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), do PT e de outros partidos esquerdistas" disse Doria a jornalistas. "Quero deixar registrado primeiro o meu protesto: residência não é local de manifestação, que façam em frente à Prefeitura ou em outros locais, não ameaçando ou pichando muros", completou.

Quando questionado sobre a possível ação truculenta da Guarda Civil Metropolitana (GCM) com os manifestantes, Doria despistou e não quis responder se concorda ou não com a ação. Ele disse que estava em casa no momento do protesto e que ouvia a movimentação.  "Aparentemente foi um movimento (a pichação) muito rápido, não houve tempo de reação. A orientação também aqui não é estabelecer um campo de briga, nem um campo de luta", disse.

O prefeito fez questão de deixar claro que a manifestação não o fará recuar em seus planos de concessões e privatizações em São Paulo e acusou o movimento de ser ligado ao PT.  "Registro que isso não vai inibir as nossas ações nem o programa de desestatização que estamos fazendo exatamente para evitar o que os gostam: um Estado gordo com governo generoso para oferecer dinheiro para os que frequentam os partidos de esquerda e que alimentam movimento como esse", completou ao confirmar que o muro será pintado ainda hoje.

Ao Estado, a porta-voz do Levante Popular da Juventude, Natali Santiago, de 26 anos, negou a manifestação tenha cunho partidário. "O nosso movimento é um movimento de jovens, que está organizado no Brasil inteiro há mais de cinco anos, é um movimento que não tem relação com nenhum partido e é um movimento que organiza a juventude da periferia, das universidades, das escolas, do campo, de diversas áreas, nas lutas contra aqueles que tentam tirar os nossos direitos, e esse é o caso do João Doria", declarou.

Nos vídeos divulgados pelas redes sociais, não é possível identificar a presença de militantes de partidos políticos na manifestação, mas há bandeiras ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

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