Werther Santana|Estadão
Werther Santana|Estadão

'Não há possibilidade de a Cracolândia voltar', diz Doria

No segundo mês de gestão, Doria já havia dito que iria retirar os usuários da Cracolândia até junho deste ano; na época, segundo ele, a remoção seria feita de forma 'humanitária'

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2017 | 11h06

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito João Doria (PSDB) elogiaram o resultado da operação que prendeu 38 traficantes que abasteciam e atuavam na região da Cracolândia, no centro da capital, neste domingo, 21. Com o planejamento de executar ações de saúde e reurbanização, Doria, falando na sede do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), disse acreditar que a área não voltará a ser um ponto frequente de venda e uso de drogas.

"Não há possibilidade de voltar a Cracolândia na circunstância que havia anteriormente nessa região da Luz." Em fevereiro, Doria já havia dito que iria retirar os usuários da Cracolândia até junho deste ano. Na época, segundo ele, a remoção seria feita de forma "humanitária".

O prefeito destacou as ações que serão realizadas na área, com foco na saúde e na reurbanização. "Essa área permanecerá cercada e vigiada pela Polícia Militar e pela Guarda Civil Metropolitana. Será feita a limpeza de toda a área. Ainda não houve ação urbanística como a que será feita", disse. Ele informou que deverá lacrar hotéis e pensões da área.

Doria rebateu a crítica de que a operação foi feita durante a realização da Virada Cultural, que possui programação na região central da cidade. Para ele, "não há nem bom nem mau dia", e o dia foi escolhido por uma decisão estratégica da polícia.

Alckmin defendeu a atuação policial na área e a necessidade de não haver acompanhamento de equipes de saúde. "Para não colocar em risco ninguém, foi feito só com a polícia. Foi feito para tirar armas, tirar traficantes e dar segurança para que os outros agentes possam trabalhar", disse. O governador se referiu à Cracolândia como "uma questão crônica" e que "não se resolve com um estalar de dedos". 

Sem citar o programa De Braços Abertos instituído pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que pagava a dependentes por serviços de limpeza na região, Alckmin disse que se "estava dando mesada para as pessoas comprarem droga". "A operação de hoje ajuda a cidade toda, pois os traficantes abasteciam não só a Luz como outras partes da capital", reforçou o governador. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.