Na estreia da nova varrição, gari fica pendurado por 3h

Após comandar segundo mutirão em 3 dias, Kassab admite que empresas ainda não funcionam com capacidade total

FELIPE FRAZÃO, O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2011 | 03h04

O gari Marco Antônio de Araújo, de 39 anos, teve uma surpresa nada agradável na manhã de ontem. Ele era um dos que trabalhavam na estreia dos serviços de varrição de São Paulo, em uma exibição organizada pela Prefeitura no centro. Mas um defeito repentino em um caminhão fugiu do planejado. Às 6h, Araújo ficou preso a mais de 5 metros enquanto limpava a estátua do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, no Parque Trianon.

Suspenso no cesto do caminhão - do mesmo tipo usado em podas de árvore e reparos em fios elétricos -, Araújo dava uma ducha na estátua quando o braço mecânico que o leva ao alto quebrou - foi uma falha hidráulica.

O gari ficou pendurado durante pelo menos três horas. "Estou com medo. Isso nunca aconteceu", disse o varredor, que já trabalha no ramo há cinco anos e foi um dos recontratados pelo consórcio São Paulo Ambiental.

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) não chegou a ver a cena. Ele havia ido embora, após comandar a segunda apresentação da nova varrição em três dias. Kassab admitira, pouco antes, que as empresas novas - SP Ambiental e Soma - ainda não colocaram todos os equipamentos nem o efetivo total de trabalhadores nas ruas da cidade, que ficaram imundas nesta semana, como mostrou o Estado. Ele disse acreditar que tais dificuldades serão superadas pela "motivação dos varredores e das novas empresas".

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