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Mutirão carcerário liberta 2,3 mil pessoas em São Paulo

Ação iniciada em julho analisou 76.331 processos de execução penal em todo o Estado

estadão.com.br,

19 Dezembro 2011 | 17h33

SÃO PAULO - O mutirão carcerário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) libertou 2,3 mil pessoas que se encontravam presas no Estado de São Paulo. Desse total, 400 detentos foram libertados porque suas penas já estavam cumpridas ou encerradas e outros 1.890 apenados receberam liberdade condicional. O mutirão também concedeu indulto a 10 pessoas.

Durante a ação, iniciada em 20 de julho e encerrada na última sexta-feira, 16, foram analisados 76.331 processos de execução penal de presos em penitenciárias, centros de detenção provisória e delegacias de polícia.

Os relatos dos juízes que inspecionaram 160 casas prisionais, entre penitenciárias, centros de detenção provisória e delegacias de polícia, revelaram que a maioria das unidades prisionais está superlotada e apresenta condições insalubres.

Piores unidades

As situações mais graves registradas nos estabelecimentos penais sob a responsabilidade da Secretaria de Administração Penal do Estado de São Paulo foram observadas nos Centros de Detenção Provisória de Pinheiros I, II e III, pelas condições físicas e superlotação da unidade, além da assistência jurídica insuficiente à população carcerária da casa.

O CDP de Praia Grande, na Baixada Santista, também mereceu destaque negativo do mutirão carcerário pela constante falta d’água, inclusive para higienização pessoal mínima, na unidade. Na Penitenciária Feminina de Santana, a assistência material às detentas é mínima - mulheres já tiveram de usar de "miolo de pão" como absorvente íntimo.

Balanço

Desde a criação do programa de mutirões carcerários pelo CNJ, em agosto de 2008, já foram analisados 408.894 processos em todo o País. Em mais de três anos de trabalho, a mobilização permitiu a libertação de 36.318 presos - ou cerca de 9% do total de processos revisados.

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