José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Mulher e amante são suspeitos de matar sargento na zona leste

No início, Polícia Civil havia tratado o crime como latrocínio; Justiça decretou prisão dos investigados

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2017 | 06h00

SÃO PAULO - Na noite de terça-feira, o sargento aposentado Jairo Dutra de Moraes, de 47 anos, foi executado com quatro tiros na frente da casa dos pais, em São Mateus, zona leste paulistana. No início, a Polícia Civil pensava se tratar de mais um latrocínio (roubo seguido de morte), mas as investigações apontaram que, na verdade, ele foi vítima de emboscada. O homicídio teria sido planejado pela própria mulher - eram casados havia 21 anos -, o amante e um irmão dele, que foram presos na quinta-feira, 7.

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O assassinato aconteceu na Avenida Sapopemba, por volta das 19h30. O casal havia acabado de estacionar o carro, um Hyundai HB20. O policial estava no banco do passageiro. A empresária Ana Paula Graminho Dutra de Moraes, de 45 anos estava no volante. Assim que parou, a mulher entrou na casa para abrir o portão. Com ela fora, um homem, de boné e camiseta preta, se aproximou a pé, sacou um revólver calibre 38 e atirou na cabeça e no tórax de Moraes, que morreu na hora.

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No 49.º Distrito Policial (São Mateus), Ana Paula disse ter ouvido o ladrão anunciar o assalto. “Perdeu! Perdeu!”, foi a frase que teria escutado. Também contou que os documentos do marido foram levados. Mais tarde, eles seriam encontrados na bolsa dela. “Ela tentou direcionar para um latrocínio”, disse o delegado Rogério Barbosa Thomaz, titular da 1.ª Patrimônio do Deic, responsável pelo caso.

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Ela que passou para o amante e o irmão dele as informações sobre o veículo que o policial iria usar e o horário que ele ia chegar na casa. Ela também contou para eles que o marido não andava armado.
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Rogério Barbosa Thomaz, delegado da 1ª Patrimônio do Deic

Investigação

Com imagens de câmeras de segurança, a polícia identificou a placa da moto usada pelo assassino para fugir. Após investigar, descobriu que o atirador era Jefferson Rodrigues da Silva, de 29 anos, com duas acusações de roubo.

Nas gravações, ele também apareceu repassando a arma a um comparsa, identificado depois como o irmão dele: Emerson Rodrigues da Silva, de 33 anos. Os dois foram presos em Guarulhos, na Grande São Paulo, e teriam confessado o crime.

Aos policiais, porém, contaram que Emerson tinha relação amorosa com Ana Paula havia cerca de um ano. A traição teria sido descoberta por Moraes em outubro. Segundo os suspeitos, o PM estaria ameaçando o amante e a família dele - motivo pelo qual decidiram matá-lo.

A Justiça decretou a prisão do trio. Parentes ouvidos pela polícia disseram que o PM e Ana Paula tinha relacionamento “conturbado” e chegaram a iniciar o processo de divórcio neste ano. Segundo a polícia, ela negou participação no crime, mas depois admitiu saber de um plano “para dar um susto” em Moraes. O Estado não conseguiu localizar a defesa dos suspeitos. 

 

 

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