Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Mulher de 72 anos morre baleada no Alemão

Após o crime, moradores fizeram no começo da noite um protesto no complexo; policiamento foi reforçado no local

Mariana Sallowicz e Thaíse Constancio, O Estado de S.Paulo

28 Abril 2014 | 02h00

Uma mulher de 72 anos foi baleada e morreu na noite de ontem após um tiroteio entre policiais e criminosos na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, no Rio. Ela foi socorrida e levada para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alemão, mas não resistiu.

Às 20h, 50 moradores da comunidade faziam manifestação pacífica no local por causa da morte da mulher, na altura da Estrada do Itararé. O policiamento na região foi reforçado.

Segundo informações da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, cinco policiais faziam o patrulhamento na Rua 2 por volta das 18h30, quando se depararam com um grupo de criminosos armados. Eles teriam atirado contra os policiais que revidaram. Com a troca de tiros, os policiais saíram da rua e os bandidos fugiram.

Cerca de 10 minutos depois, os PMs foram chamados por moradores porque a mulher pedia socorro e dizia ter sido atingida por uma bala perdida.

Ela teria caminhado de um beco, onde foi baleada, até o Largo da Vivi, local de maior movimento na comunidade. A mulher foi levada para a UPA e teria dito, segundo um policial que falou com ela no momento do socorro, que a bala perdida a atingiu no beco e ela decidiu caminhar até o largo.

Prisão. Policiais da UPP do Parque Proletário, no Complexo da Vila Cruzeiro, prenderam Ramires Roberto da Silva, de 21 anos, ontem. Ele é apontado como autor dos disparos que mataram o subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro, tenente Leidson Acácio Alves Silva, em março, e de ter participado do assassinato da soldado Alda Rafael Castilho, na UPP Parque Proletário, em fevereiro.

Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, Silva estava escondido na laje de uma casa na Rua 13, no Parque Proletário. Ao ser encontrado, ele teria tentado subornar os policiais e ofereceu R$ 100 mil para que não ser preso.

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