DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

MTST faz ato por moradia e contra tarifa no centro de SP

Segundo o líder do movimento, mil pessoas participam do protesto

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

14 Janeiro 2015 | 16h51

Atualizada às 19h26

SÃO PAULO - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) se reuniram na tarde desta quarta-feira, 14, em um ato por moradia e contra o aumento da passagem na Praça da Sé, região central da capital. De acordo com Guilherme Boulos, um dos coordenadores do movimento, há cerca de 1 mil pessoas no local no momento. A estimativa é de que o público chegue a 2,5 mil. A Polícia Militar estima que 250 pessoas estão na praça.

Boulos diz que o protesto tem como objetivo reivindicar o cumprimento de acordos que foram feitos no ano passado no que diz respeito à moradia. "A complementação do programa Casa Paulista, do governo do Estado, ao programa Minha Casa, Minha Vida, a destinação de terrenos do CDU em Embu, Taboão e Itapecerica para atendimento de demanda do movimento e o despejo da ocupação Vila Sílvia, que tem 400 famílias, está marcado para a próxima terça. Esperamos que não aconteça."

 

Moradora da ocupação Carlos Marighella, em Carapicuíba, a passadeira Janete Bispo Nunes, de 52 anos, juntou-se a um grupo que sentou e exibiu cartazes pedindo moradia na escadaria da Catedral da Sé pouco antes do início do ato. "A gente está lutando e sofrendo. Eu ganho R$ 700 e o aluguel custa R$ 500. Como faz para pagar o resto?" Ela conta que mora com o marido, três filhos e uma neta de três anos.

A cozinheira Rejane Farias, de 42 anos, levou uma maquete de um prédio para o ato."Estou protestando por moradia. O aluguel está muito caro."

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O grupo saiu da Praça da Sé por volta das 16h15. A Polícia Militar  acompanhava o trajeto com quatro viaturas.

O aumento da passagem também entrou na pauta dos manifestantes. "Vamos fortalecer a luta contra o aumento da passagem. Queremos discutir as linhas e novas estações. A partir da semana que vem, vamos fazer convocações para ações em terminais de ônibus."

Em nota, o MTST informou que vai exigir, na Secretaria Estadual de Transporte, a revogação do aumento das tarifas do metrô, do transporte intermunicipal e municipal de São Paulo.

Duas comissões, formadas por líderes do movimento, entraram na Secretaria Estadual de Transportes e na Secretaria Estadual de Habitação para levar às autoridades as pautas das reivindicações. O ato é pacífico. Em um carro de som, manifestantes fazem discursos e gritam palavras de ordem. 

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