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MTST convoca atos contra aumento da tarifa em apoio ao MPL

As concentrações são no Metrô Itaquera, na zona leste de São Paulo, e no Metrô Capão Redondo, na zona sul

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Juliana Diógenes,
O Estado de S. Paulo

18 Janeiro 2016 | 18h56

SÃO PAULO - O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) marcou dois protestos simultâneos contra o aumento da tarifa às 17 horas desta terça-feira, 19. As concentrações são no Metrô Itaquera, na zona leste de São Paulo, e no Metrô Capão Redondo, na zona sul. No mesmo horário, o Movimento Passe Livre (MPL) vai realizar o 4º ato, que tem início no cruzamento das Avenidas Faria Lima e Rebouças, na zona oeste.

Esta é a primeira vez que os trabalhadores sem teto saem às ruas em 2016. O coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, disse que o movimento decidiu apoiar a causa porque o aumento da tarifa afeta, principalmente, a periferia. A expectativa de Boulos é que os dois atos somem 10 mil membros do MTST.

“Esta é uma pauta que toca diretamente o povo que se organiza no MTST e nos movimentos populares da periferia. O povo da periferia é o mais afetado pelo aumento da passagem e pela qualidade do transporte público”, afirmou.

A princípio, conforme o coordenador, o grupo não vai divulgar o trajeto. “O MTST é solidário à repressão que foi feita nos atos e considera ilegítima essa leitura enviesada da Constituição. Isso (obrigação de divulgar o trajeto) é um disparate. O MTST também não aceita isso”, destacou.

Boulos lembrou que o MTST esteve nas ruas pela revogação da tarifa nos protestos de 2013 e de 2015. No dia 9 de janeiro, as tarifas de ônibus, metrô e trem subiram de R$ 3,50 para R$ 3,80.

A militante do MPL, Luize Tavares, disse que os atos do MTST são positivos e lembrou que a pauta pela revogação da tarifa é de todos, e não somente do Passe Livre. Segundo ela, os protestos dos trabalhadores sem teto são bons como uma forma de sair do centro da cidade e espalhar a demanda para todos, “principalmente os mais afetados”

“A luta é de todos e a gente sempre vai achar bom que as pessoas se mobilizem. O MPL é só mais uma ferramenta, não é dono dessa pauta. A pauta é da cidade e as pessoas têm que se organizar para além do MPL”, disse.

 

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