NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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MPL planeja ‘catracaço’ antes de manifestação

Ativistas tentarão pular catracas para chegar ao ato, às 17 horas, na Paulista; eles vão levar protestos à periferia

Edgar Maciel, O Estado de S. Paulo

16 Janeiro 2015 | 03h00

SÃO PAULO - Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) planejam pular as catracas das linhas de metrô e de ônibus nesta sexta-feira, 16, para chegar até a Avenida Paulista, local do segundo ato contra o aumento da tarifa do transporte público de São Paulo, marcado para as 17 horas. Além do “catracaço”, o MPL vai mudar o perfil das manifestações. O objetivo é atrair os moradores da periferia e descentralizar os protestos para bairros distantes do centro. 

Na próxima terça-feira, o ato será na região do Tatuapé, na zona leste, e os integrantes pretendem paralisar a Radial Leste no fim da tarde. Após a primeira manifestação, na semana passada, que terminou com quebra-quebra e 53 presos, os líderes do MPL resolveram promover reuniões em Pirituba, Lapa e Tatuapé. “Queremos acabar com a ideia de que nossas manifestações são feitas só por estudantes da classe média e para isso precisamos nos organizar em bairros para pressionar o prefeito Fernando Haddad, até ele desistir do aumento”, disse Marcelo Hotimsky, um dos líderes do movimento. “Não dá para fazer um ato espetacular no centro e esquecer do trabalhador que mora lá em Itaquera. Talvez tenha sido nosso erro em 2013.”

Nos próximos dias haverá encontros em Campo Limpo, Grajaú, M’Boi Mirim e Parelheiros. “A conjuntura deste ano é bem mais difícil para a gente. O anúncio do passe livre pra estudantes foi como um pão e circo e a economia vai mal. Se a gente não pressionar e ocupar as ruas por toda a cidade, a chance de a passagem diminuir é bem menor”, ponderou Talita Silva.

Vinagre e panos. O Estado acompanhou a reunião do MPL no Tatuapé, na quarta-feira. Pelo menos cem pessoas compareceram ao encontro, que foi realizado no Sindicato dos Metroviários de São Paulo - que apoiam o MPL. Sentados em roda, os participantes discutiram por mais de duas horas a organização do protesto da tarde desta sexta e as estratégias para atuar na periferia. “A gente sabe que vai ter confusão hoje, não dá para negar”, afirmou Frederico Silva. “Vamos levar vinagre, panos. A intenção é resistir o máximo, não deixar o protesto morrer.”

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