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HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

MPL hostiliza Haddad e Alckmin após missa na Catedral da Sé

Prefeito foi acertado por uma garrafa de plástico e houve tumulto; manifestantes tentaram impedir veículos oficiais de sair e bloquearam Praça João Mendes por 20 minutos

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Juliana Diógenes,
O Estado de S. Paulo

25 Janeiro 2016 | 11h09

Atualizada às 13h30

O prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foram hostilizados por cerca de 15 integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) na manhã desta segunda-feira, 25, após missa em homenagem ao aniversário da cidade, na Catedral da Sé, em São Paulo. Haddad foi atingido por uma garrafa vazia e houve empurra-empurra e confusão. A reportagem não viu quem lançou a garrafa plástica. Alckmin saiu sem dar entrevista. O carro oficial do governador foi chutado pelos manifestantes.

O MPL fará, nesta terça-feira, 26, o 6º ato contra o aumento da tarifa, que no dia 9 subiu de R$ 3,50 para R$ 3,80. O protesto está marcado para 17 horas na Estação da Luz, no centro da capital.

Logo que Haddad saiu da catedral, pela lateral, manifestantes do MPL gritaram "cartel do Metrô, máfia do busão, 3,80 da tarifa não". O Coletivo Autônomo dos Trabalhadores Sociais também participou do protesto.

"Hoje é dia de celebração, é o dia de comemorar São Paulo. Estamos tendo um feriado prolongado bastsnte bonito com show em toda cidade. Muita cultura...", disse. Neste momento, o prefeito interrompeu a fala após levar uma garrafa de plástico vazia na cabeça. "Vamos deixar para outra hora?", pediu à imprensa.

Em seguida, Haddad quis saber onde estava o carro e, rapidamente, os seguranças retiraram o prefeito do local. Houve empurra-empurra no caminho para o veículo, quando Haddad foi cercado e hostilizado por manifestantes do MPL. O grupo se posicionou à frente do veículo onde Haddad estava e a integrante do MPL, Andreza Delgado, colou um panfleto adesivo no vidro da frente.

O prefeito entrou no veículo oficial e saiu. O carro forçou a saída pela Praça João Mendes. Os manifestantes correram atrás do carro e a orientação dos seguranças do prefeito, que ficaram para trás, era de que furasse o semáforo. A Polícia Militar chegou e começou a retirar os manifestantes. 

Garrafa. Segundo a integrante do MPL, Mayara Vivian, a garrafa que atingiu o prefeito não foi arremessada pelo grupo. Ela afirmou ainda que não viu o momento em que o objeto foi jogado. 

"O que acontece nas manifestações é que a rua é pública e quando acontece esse vuco vuco, o povo está revoltado e às vezes alguém acaba fazendo alguma outra ação, que não machucou porque esrauma garrafa de plástico", disse.

Alckmin, o secretário municipal da Educação, Gabriel Chalita, e o futuro secretário estadual da Educação, José Renato Nalini, estavam no local e não pararam para falar com a imprensa.

Os manifestantes bloquearam durante 20 minutos a Praça João Mendes. Veículos que estavam parados saíram em marcha ré.

Procurada, a Prefeitura de São Paulo não quis se manifestar.

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