Movimento Passe Livre convida Haddad para negociação na quarta-feira

'Não saímos das ruas enquanto o governo não revogar o aumento', diz militante

Bárbara Ferreira Santos,

17 Junho 2013 | 11h49

SÃO PAULO - Integrantes do Movimento Passe Livre reafirmaram, nesta segunda-feira, 17, que só vão parar as manifestações quando o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) revogarem o aumento das tarifas de transporte público em São Paulo. Eles deram entrevista coletiva no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e afirmaram que o convite da Prefeitura para a reunião desta terça-feira, 16, no Conselho da Cidade, não é uma abertura para negociação. "A gente agradece esse convite, mas sabe que esse não é um espaço de negociação da revogação do aumento. Quem tem o poder de revogar esse aumento é a própria Prefeitura, no caso do ônibus", afirmou a técnica em museologia Erica de Oliveira.

O movimento, em contrapartida, convidou Haddad para uma reunião de negociação na próxima quarta-feira, 19, no Sindicato dos Jornalistas. "Se o prefeito quiser sugerir um outro local, o movimento está disposto a ir nesse outro local. A única coisa que a gente vai negociar é: revoga o aumento ou revoga o aumento", disse Erica.

Trajeto. Segundo o MPL, o trajeto da manifestação desta segunda-feira ainda não está definido e, portanto, não poderá ser negociado com a Prefeitura e a Secretaria de Segurança Pública. "O que a gente quer negociar não é por onde a gente vai passar. O importante não é o trajeto, mas o destino da manifestação, que é revogar o aumento", afirmou o estudante de História Caio Martins.

Na sede da SSP, outros integrantes do MPL se reuniram na manhã desta segunda-feira com o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, o comandante-geral da Polícia Militar, Benedito Meira, e o delegado-geral da Polícia Civil, Maurício Blazeck.

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