Motoristas do Rio fazem paralisação à zero hora

Grupo de aproximadamente 100 dissidentes do sindicato, que se reuniram nas imediações da igreja da Candelária, no centro do Rio, optaram pela greve

O Estado de S.Paulo

28 Maio 2014 | 02h05

Motoristas e cobradores de ônibus do Rio decidiram fazer uma paralisação por 24 horas, a partir da zero hora de hoje. A decisão foi tomada por um grupo de aproximadamente 100 motoristas e cobradores dissidentes do sindicato (0,25% dos 40 mil profissionais da categoria), que se reuniram nas imediações da Igreja da Candelária, no centro do Rio, por volta das 18 horas de ontem.

Eles afirmam que manterão 30% dos ônibus circulando, como exige a Justiça, e planejam fazer nova assembleia na sexta-feira, quando será discutida uma greve por tempo indeterminado a partir de segunda. De acordo com os grevistas, a paralisação também se estenderá a profissionais de Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana, e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Os grevistas do Rio querem reajuste de 40% e cesta básica de R$ 400, entre outros benefícios. O sindicato da categoria firmou acordo com os patrões que rendeu 10% de aumento e cesta básica de R$ 140. O grupo que não concordou com esse acordo já promoveu duas outras paralisações, uma de 24 horas, em 8 de maio, e outra, de 48 horas, nos dias 13 e 14. Nessas duas paralisações, mais de 700 ônibus foram parcialmente depredados, segundo o sindicato patronal. Os problemas mais graves foram registrados nas zonas oeste e norte.

Ontem, antes da assembleia, motoristas e cobradores se reuniram no Ministério Público do Trabalho, mas novamente não houve acordo. Após decidir pela paralisação, o grupo seguiu em passeata pela Avenida Presidente Vargas. Não houve confronto. / FÁBIO GRELLET

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