Motorista que atropelou 15 pessoas em São Paulo é denunciado pelo MPE

Vítimas saíam de um culto religioso na Vila Medeiros, na zona norte, em novembro do ano passado; menino de três anos morreu

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2015 | 20h31

SÃO PAULO - O Ministério Público estadual de São Paulo (MPE-SP) denunciou na Justiça o motorista Rhenan Bento da Silva, acusado de ter atropelado 15 pessoas, matando uma delas, na zona norte da capital em novembro do ano passado. O MPE pediu a condenação de Silva por um homicídio, 14 tentativas de homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico e omissão de socorro.

As vítimas saíam de um culto religioso na Vila Medeiros, na zona norte, na noite de 9 de novembro do ano passado, quando foram atingidas pelo carro dirigido por Silva, que estava a 118km/h. Um menino de três anos de idade não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu; outros 14 tiveram ferimentos. O motorista tentou fugir com o carro do local, mas não conseguiu e saiu a pé.

A denúncia foi formulada pelo promotor André Luiz Bogado Cunha e acrescenta ainda que foram encontrados maconha e cocaína no interior do veículo. "Conforme se apurou, o denunciado trafegava no local dos fatos em elevada velocidade, colheu as vítimas que estavam na calçada e evadiu-se dali, acreditando que não seria identificado, já que o veículo estava em nome de outra pessoa", expôs Cunha.

À polícia, o motorista havia negado que trafegava em alta velocidade e alegou ter sido fechado por outro veículo, que o teria forçado a subir a calçada. Ele também disse não ter prestado socorro às vítimas por medo de ser agredido e negou ser o proprietário das drogas encontradas. "Queria pedir perdão para as vítimas pelo ocorrido. Minha intenção não era essa, não queria machucar ninguém", disse ao sair da delegacia na semana da ocorrência.

Agora, a Justiça deverá se pronunciar sobre o recebimento ou não da denúncia do Ministério Público, o que irá iniciar a ação penal. Caso a Justiça entenda haver provas suficientes, o acusado poderá ser levado a júri popular.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.