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Motorista do Uber é preso por assaltar casa na zona sul

Luiz Roberto Maia Farias, de 55 anos, é acusado de amarrar um idoso de 72 anos e tentar roubar R$ 1,1 mil; condutor foi desligado da empresa de transporte

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2017 | 12h49

SÃO PAULO - A Polícia Militar prendeu em flagrante o motorista da Uber Luiz Roberto Maia Farias, de 55 anos, acusado de invadir uma casa na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, e fazer de refém um idoso de 72 anos na manhã desta sexta-feira, 17. Apontado como comparsa dele, Alessandro Figueiredo Santos, de 19 anos, também foi detido.

Após ser acionados, os policiais chegaram na residência, localizada na Rua Juréia, por volta das 6h50. Os agentes encontraram Santos do lado de fora da casa e o questionaram sobre uma denúncia de roubo no local.

O suspeito teria confessado para a PM que o crime estava em andamento. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Santos teria dito que estava vigiando a casa, enquanto um amigo dele realizava o assalto. 

Um aposentado mora na residência. Ele teve as mãos atadas e foi amordaçado pelo assaltante. Na hora em que os policiais entraram na casa, encontraram Farias tentando desamarrar o idoso na cozinha, de acordo com a SSP.

Aos policiais, a vítima relatou que havia deixado a porta da cozinha aberta e que foi surpreendida por um homem com um objeto aparentando ser uma arma de fogo na mão. Farias, então, anunciou o roubo e exigiu dinheiro.

Com o suspeito, os PMs encontraram R$ 1.147 em dinheiro, que pertencia ao aposentado. Os PMs também apreenderam um Chevrolet Zafira, propriedade de Farias, que estava estacionado próximo ao local do crie.

O motorista já havia cumprido 25 anos de prisão por homicídio. No 16º Distrito Policial (Vila Clementino), onde o caso foi registrado, Farias se apresentou como motorista da Uber.

Em nota, a empresa afirma que ele utilizou a plataforma "por um curto período de tempo" e que já foi desligado. "Nós já tomamos as medidas necessárias para assegurar que esta situação não aconteça novamente", diz a nota.

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