Moradores recorrem ao MP para retirar antena

Na Rua Coronel Julião de Moura Negrão, em Perus, zona norte de São Paulo, quase às margens da Rodovia dos Bandeirantes, uma torre de celular sem identificação da operadora foi instalada a menos de 20 metros da janela do quarto da dona de casa Vanessa Tozzi, de 34 anos. Sua vizinha alugou parte do seu terreno para a instalação do equipamento sem perguntar a opinião dos outros moradores. Para a Prefeitura, o ponto é irregular.

, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2010 | 00h00

Quem é vizinho de torre de celular reclama principalmente do barulho do equipamento e das descargas elétricas que costumam queimar televisores e eletrodomésticos. "A antena queimou os televisores de um monte de gente", diz Vanessa. A sombra que antenas com até dez metros de altura faz sobre os quintais vizinhos é outra reclamação.

"A antena faz um barulhão à noite. Acabou com o nosso quarteirão. E nas chuvas, quando começam os raios, todo mundo desliga a energia em casa com medo das descargas da torre", acrescenta o advogado Jonas Alfredo de Oliveira, de 44 anos.

Oliveira também mora em Perus e, com outros oito vizinhos, entrou em junho com uma representação no Ministério Público Estadual para tentar remover a antena. A representação foi adicionada à investigação em andamento desde 2004 na Promotoria de Urbanismo.

As operadoras pagam aluguel de até R$ 1 mil por mês para terrenos de 400 m. A reportagem tentou contato com a moradora que alugou seu quintal para a empresa, mas ela não foi localizada. Na Vila Maria, zona norte, por exemplo, uma operadora conseguiu alugar um espaço dentro da quadra do time do Guarani.

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