Moradores divergem sobre fechamento de acesso

Moradores dizem que o trânsito piorou com a mudança; Associação nega irregularidade

Breno Lemos Pires , O Estado de S.Paulo

20 Março 2013 | 19h39

O delegado aposentado Nazareth Kechichian Neto é um dos moradores que se sentem prejudicados pelo fechamento da ligação entre a Avenida Álvares Cabral e a IV Centenário. Ele fez a denúncia ao Ministério Público e ainda espera a reabertura da via.

"A avenida era aberta e era a única alternativa existente entre a Álvares Cabral e a República do Líbano. Seja lá quem for, a administração que autorizou o fechamento dessa entrada é quem ter que ser responsabilidada. E alguém tem que promover a reabertura", afirma.

Morador de Moema, Kechichian Neto diz que o trânsito é muito dificultado pelo fechamento e que isso só beneficia os moradores do Jardim Lusitânia. "Eles fecharam a via como se fosse propriedade particular. Só é do interesse particular dos moradores de lá que ela fique fechada. Isso prejudicou e prejudica o trânsito, tanto na Avenida Ibirapuera, quanto na República do Líbano", diz.

O advogado da Associação dos Moradores e Amigos do Jardin Lusitânia (Sojal), Marcus Vinicius Gramegna, que defende o fechamento do acesso, argumenta que não há irregularidade porque a Praça Maria Saad, no passado, era anexa ao Parque Ibirapuera.

"Nós entendemos é que a abertura dessa alça de acesso foi ilegal. O fechamento dela corrigiu um erro. A manutenção da praça anexa ao parque atende tanto aos interesses dos moradores do Jardim Lusitânia quanto aos usuários do Parque Ibirapuera", afirma.

Gramegna diz, também, que o secretário está sendo injustiçado. "A Sojal não faz política partidária, mas nesse caso específico eu acho que o secretrário está sendo vítima de uma grande injustiça", disse.

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