Moema: sem vaga para a missa

Fim de paradas causa reclamações e avanço da Linha 5 pode piorar situação

LUÍSA ALCALDE, O Estado de S.Paulo

16 Julho 2012 | 03h01

Há menos de um mês, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) proibiu o estacionamento ao redor do Largo de Moema, na zona sul da capital. Ali estão a Igreja de Nossa Senhora Aparecida, diversas lojas, restaurantes e bares, além de uma feira de artesanato que usa o local três vezes por semana (quartas, sextas e domingos, das 9 às 17 horas). As queixas vêm crescendo e as restrições devem aumentar com o avanço da Linha 5-Lilás.

"O bairro sofreu sérias restrições de vagas de estacionamento", observa o administrador Guilherme Botelho, de 44 anos, que mora há 12 no bairro. Das 7.851 vagas de rua extintas em toda a cidade entre 2009 e 2010, 3.850 foram ali - e só foram criadas 1.500 vagas de Zona Azul.

"Muitos fiéis agora têm de pagar estacionamento para poder assistir às missas", diz Joaquim Costa Gomes, desde 1993 como guardador de veículos ao redor da Igreja de Nossa Senhora Aparecida. A parada na frente, pela Avenida Ibirapuera, por enquanto ainda está liberada, mas a intenção do poder público é fechar esse acesso assim que prosseguirem as obras da Linha 5.

Enquanto isso, as artesãs da feirinha do largo calculam que o movimento de clientes caiu de 50% a 70% apenas com a proibição da parada e retirada da Zona Azul. "A Prefeitura poderia liberar a parada pelo menos aos domingos", observa a vendedora de cerâmica Lucia Maria Alves Rodrigues, de 68 anos. Procurada ontem para explicar as mudanças, a CET não respondeu os contatos da reportagem.

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