Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Mocidade Alegre conta a história de Alcione no Sambódromo do Anhembi

A escola do coração da cantora, a Estação Primeira de Mangueira, também foi homenageada indiretamente com alas mesclando o verde e rosa da agremiação carioca

Bruno Ribeiro e Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2018 | 03h00

Dona de dez títulos, a Mocidade Alegre apelou para a "Rainha do Samba" para tentar mais uma conquista no carnaval paulistano. A escola da zona norte homenageou a cantora Alcione, de 70 anos, com um enredo marcado pelo clássico "Não deixa o samba morrer", gravado pela Marrom em 1975.

Foi Alcione quem puxou seu próprio samba no começo do desfile ao lado dos intérpretes Tiganá e Ito Melodia, ainda no chão do Anhembi, e depois subiu no último carro da escola para ser homenageada como o enredo "A voz marrom que não deixa o samba morrer".

No desfile, muitas referências a São Luís do Maranhão, onde Alcione nasceu em 1947. Destaque para o carro da festa do Bumba-meu-boi, que arrasta uma multidão de maranhenses todos os anos.

E uma homenagem indireta à Estação Primeira de Mangueira, escola do coração da cantora, com alas mesclando o verde e rosa da agremiação carioca com o vermelho e branco da Mocidade. 

Terceira escola a desfilar neste segundo dia do Grupo Especial, a Mocidade foi a que mais levantou as arquibancadas até agora, com a força a irreverência de sua bateria. Liderando a ala, mestre Sombra disse que espera ter feito um bom trabalho. "Foi uma homenagem a uma sambista nata, e uma pessoa humilde. Estamos fazendo nosso trabalho, como todos os anos", disse.

Homenageada da noite, a Marrom saiu do trono rosa onde estava e foi levada do alto, por uma empilhadeira, até o estúdio da TV Globo no Anhembi. Não falou com jornalistas, mas respondeu os gritos dos integrantes da escola, que a ovacionaram. 

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