''Meus dias no Schumacher''

Desembarquei no Schumacher College numa manhã chuvosa e fria de janeiro de 2008. Me esperava um curso de três semanas sobre sustentabilidade, com o curioso título A Terra Pode Sobreviver ao Capitalismo? Havia europeus, israelenses, japoneses, australianos e brasileiros.

, O Estado de S.Paulo

27 Abril 2010 | 00h00

O foco em ciências holísticas dá o tom do lugar: nada de aula convencional, em que o professor fala e o aluno escuta. Lá, as aulas são dinâmicas, até mesmo ao ar livre. Além disso, todos participam da rotina da escola, seja na cozinha, no jardim ou na limpeza. A comida é vegetariana. O lixo é compostado ou reciclado. Tudo para reduzir as emissões de carbono e a pegada ecológica da instituição.

A experiência no Schumacher ampliou minha visão sobre sustentabilidade. Aprendi mais sobre a corrente da economia ecológica e a teoria de que é preciso frear o crescimento para dar um respiro às espécies do planeta. Polêmico? Vocês não viram as discussões que surgiam nas aulas. Felizmente, todas terminavam bem, normalmente no pub da escola.

E, sim, saí de lá com a certeza de que a Terra sobreviverá ao capitalismo. Se a gente quiser que seja assim. /ANDREA VIALLI

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