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Metroviários mantêm paralisação e ameaçam se unir a outras categorias na Copa

Adriana Ferraz, Bruno Ribeiro e Caio do Valle - O Estado de S. Paulo

06 Junho 2014 | 21h 00

O Estado fala em demissões e o sindicato, que manteve a paralisação, promete ampliar a mobilização com apoio do Passe Livre, do MTST e de outros sindicatos, e fazer novos piquetes

Atualizada às 12h11

SÃO PAULO - No terceiro dia de greve dos metroviários na cidade de São Paulo, três linhas do Metrô operam parcialmente. Na manhã deste sábado, 7, A Linha 1-Azul funciona da Estação Ana Rosa à Estação Luz, a Linha 2-Verde opera entre a Estação Ana Rosa e Estação Clínicas e a Linha 3- Vermelha, entre as Estações Bresser-Mooca e Marechal Deodoro. Segundo informações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), as Linhas 4-Amarela e 5-Lilás estão funcionando normalmente bem como os trens da CPTM.

A greve do metrô chega ao terceiro dia sem perspectivas e com ameaças tanto do governo quanto dos trabalhadores e o sindicato promete piquetes neste sábado,7, com o dobro de pessoas nas Estações Ana Rosa e Bresser - o coração operacional do sistema, que vem garantindo a abertura de 34 estações. Nesta sexta,6, um desses piquetes, no Metrô Ana Rosa, acabou em confronto com a PM. Com chuva e 27 estações fechadas, houve extensão do rush e a lentidão alcançou 251 km, às 10h30. O Estado fala em demissões e o sindicato, que manteve a paralisação, promete ampliar a mobilização com apoio do Passe Livre, do MTST e de outros sindicatos. 

“Vamos segurar tudo até domingo. Se a pancadaria acontecer, vamos falar com todas as categorias. Se a gente sangrar, vamos pedir ajuda de metalúrgicos, de bancários, e fazer um dia de greve geral na boca da Copa”, afirmou à noite, durante assembleia dos metroviários, o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior.

Evelson de Freitas/Estadão
200 pessoas participaram do ato em apoio aos metroviários

Nos bastidores, ele passou o dia em busca de aliados. Nesta sexta, reuniu-se com Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, para pedir apoio. “E procurei o (Luiz Antonio) Medeiros (superintendente da Delegacia Regional do Trabalho).”

Guilherme Boulos, um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), confirmou que esteve com o presidente do Sindicato dos Metroviários. “O MTST é solidário à greve, apoia a mobilização da categoria e está disposto a se mobilizar conjuntamente. Só a forma ainda não está acertada. Não sei se vai ser um ato de rua”, afirmou.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, procurou Prazeres para oferecer apoio. Segundo a diretora de comunicação da entidade, Adriana Magalhães, a central está disposta a convocar “bancários e metalúrgicos” se houver violência em vez de negociação. E, embora o Sindicato dos Metroviários seja independente, Prazeres é ligado à central Conlutas - que também promete apoio. 

TRT. Nesta sexta, não houve avanço na negociação. Sindicalistas presentes à audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) se disseram insatisfeitos com o Metrô, representado pelo presidente, Luiz Antonio Carvalho Pacheco. O relator do processo, o desembargador Rafael Pugliese, pediu várias vezes uma proposta maior de reajuste, acima dos 8,7% já propostos. “Não dá, excelência”, afirmou Pacheco.

O julgamento para decidir sobre a legalidade da greve está marcado para este domingo, às 10h. O desembargador alertou o sindicato sobre a força de lei dessa decisão. 

“Uma vez julgada a greve, os trabalhadores são obrigados a retornar ao trabalho.” 

O advogado do Metrô, Nelson Mannrich, afirmou que entrou em contato com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e não há como ampliar a oferta. O Ministério Público sugeriu aumento de 9,2%. Já o sindicato pede 12,2%, mas aceita negociar uma proposta de dois dígitos. 

Estado. A estratégia do governo do Estado é esperar pela Justiça. Assim, obteria aval para iniciar as demissões de servidores e usar a PM mais abertamente para liberar as estações.

O Estado protocolou uma petição no TRT solicitando que a greve fosse decretada abusiva, antes do julgamento do dissídio. “O que a Justiça vai definir, não temos certeza. Mas o que vier, é para cumprir. Se não vierem, pode-se começar a emitir demissões”, ressaltou o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

O secretário-geral do Sindicato dos Metroviários, Alex Fernandes, disse que a entidade está determinada a ir “até as últimas consequências” e questionou a legalidade do envio nesta sexta de 440 telegramas por parte do governo, convocando os trabalhadores parados - sobretudo condutores de trens. “Entendemos que (as ameaças de demissão) são um ataque ao direito de greve”, afirmou. / COLABOROU MÔNICA REOLOM

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