Metrôrio testa trens chineses e nega falhas

Após raspagem de plataformas, empresa diz que não há risco de vagões baterem nas laterais

ANTONIO PITA / RIO, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2012 | 03h09

Após denúncias de que os trens comprados na China não estariam adequados às medidas das plataformas e estações, a concessionária MetrôRio fez na madrugada de ontem testes abertos à imprensa com a nova composição. A empresa negou que o objetivo da reforma na linha, feita nas últimas semanas, seja evitar colisões do trem com as plataformas.

Especialistas em transporte e funcionários do Metrô disseram que a empresa estaria diminuindo as plataformas para evitar colisões laterais dos novos trens. Segundo eles, as composições chinesas são mais leves que os trens atuais e, por isso, sofrem mais trepidações.

Segundo o diretor de Engenharia da MetrôRio, Joubert Flores, as reformas integram um plano de 54 intervenções previstas no acordo para a compra dos novos trens. As obras, que incluem raspagem das plataformas e modificação na sinalização dos túneis, custaram cerca de R$ 600 mil. Segundo a concessionária, o objetivo é garantir maior margem para manobras dos trens em caso de emergências.

"Em uma eventual contingência, o trem pode oscilar e para facilitar sua remoção das plataformas é que estão sendo feitas as raspagens", afirmou o diretor de engenharia.

O Ministério Público questiona as obras. A empresa tem 30 dias para apresentar um relatório sobre as reformas.

Flores explicou que não há risco de colisões. Ele também negou que os trens sejam mais leves que as atuais composições em operação. "As composições têm quatro vagões com motor e dois a reboque. Esse sistema é mais sustentável, pois consome até 30% menos energia."

Ao todo, 19 novos trens devem ser incorporados à frota do Metrô carioca até março. As composições foram compradas por R$ 320 milhões.

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