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Mensalidades das 10 melhores da capital variam até 186%

Para matricular filhos nas escolas top de São Paulo, pais terão de desembolsar por mês, no mínimo, R$ 1.345

Bárbara Ferreira Santos, Laura Maia de Castro e Celso Filho, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2013 | 02h07

A diferença no custo da mensalidade do 3.º ano do ensino médio entre os dez colégios particulares da cidade de São Paulo que mais se destacaram no ranking do Enem 2012 chega a 186% para o próximo ano letivo, segundo levantamento feito pelo Estado. Não será possível estudar, em 2014, em uma escola top no Enem pagando menos de R$ 1.345, valor que será cobrado no Colégio Agostiniano Mendel, 9.º colocado, na zona leste.

A escola mais cara é a primeira de São Paulo no ranking: Colégio Vértice - Unidade II, em Campo Belo, na zona sul, com mensalidade de R$ 3.854. O segundo mais caro é o Colégio Santo Américo, no Morumbi, também zona sul, cuja mensalidade em 2014 será de R$ 3.382.

Em seguida vem o Colégio Palmares, de Pinheiros, na zona oeste - sétimo colocado no ranking -, com R$ 3.178 de mensalidade. Atrás, vem o Colégio Móbile, de Moema, na zona sul, por R$ 2.750 - segundo no ranking.

O valor médio da mensalidade das instituições considerando as dez primeiras escolas é de R$ 2.663.

Embora haja grande oscilação na mensalidade, o perfil dessas escolas de São Paulo é semelhante. Entre as cinco primeiras, todas têm aulas em período integral ou atividades complementares à tarde. Vértice e Bandeirantes têm aulas preparatórias para os principais vestibulares, simulados e acompanhamento vocacional.

No Vértice, foram feitos cerca de 20 simulados de ensino médio no ano passado voltados para os principais vestibulares. Segundo o diretor do colégio, Adilson Garcia, a boa colocação se deve a um trabalho de base. "É o resultado de muita dedicação dos alunos e professores ao longo de muitos anos", disse.

Entrar em uma dessas escolas, contudo, não é fácil. As cinco primeiras chegam a fazer provas e até entrevistas. E muitas nem sequer abrem matrícula no 3.º ano, como Vértice, Móbile e Bandeirantes.

Desempenho. Quem passa nesses colégios, contudo, consegue não só boas colocações no Enem como vagas nas principais universidades. É o caso de Mateus Cavarzan Lopes, de 19 anos, que fez o 3.º ano do ensino médio no ano passado no Vértice. Apenas com as aulas na escola, em período integral, e sem cursinho, ele conseguiu passar em Medicina na Universidade de São Paulo (USP). "A preparação no colégio não é só para o Enem, mas para todos os vestibulares. Vai além do conteúdo", afirma o estudante.

E o foco na formação interdisciplinar é comum a todas as instituições. No Colégio Santa Cruz, a escola promove debates, trabalhos de ação social e curso de ética e cidadania. "A formação é muito densa desde o início do ensino fundamental. O Enem é um referencial muito importante, mas não é o único indicador de qualidade", explica o diretor-geral, Fábio Aidar.

Miguel de Toledo Arruda, coordenador do Colégio Santo Américo, quinto no ranking entre os paulistas, afirma que para se destacar no Enem tem de ensinar o aluno a se preparar física e psicologicamente para as provas. "Ele não pode ter uma aprendizagem livresca. É preciso priorizar tanto conteúdo quanto desenvolvimento", disse.

Para o Bandeirantes, o diferencial é o foco na formação dos professores. "Somos uma escola que é reconhecida, porque o Bandeirantes investe mais no professor. Desde um salário bom, consideração pelo profissional, o investimento no contínuo preparo dos professores. Nós mandamos os professores para congressos nacionais e internacionais, cursos de pós-graduação. Incentivamos o estudo do professor e isso nos diferencia de outros colégios", afirma Mauro Salles Aguiar, diretor-presidente do Bandeirantes.

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