Mensagens estão em camisetas, músicas, novela

Cangas na praia, bonecos à venda em livrarias, camisetas expostas em camelôs. A figura do Profeta Gentileza e suas mensagens estão espalhadas pela cidade. Autor de dissertação de mestrado sobre ele, o arquiteto Leonardo Guelman conta que o Profeta Gentileza "já era uma figura meio pop nos anos 1970".

, O Estado de S.Paulo

29 Abril 2010 | 00h00

O camelô Fernando Nunes da Silva, de 39 anos, diz que a camiseta "Gentileza Gera Gentileza" é "disparado" a mais vendida em sua barraca, no Largo da Carioca. "Isso aí é febre. Quando tá bom, são 15 por dia."

Maria Alice Datrino, filha de Gentileza, afirma que a família está pensando em garantir direitos autorais. Ela reconhece que isso vai contra os princípios do pai, mas alega que "é errado botar o nome dele em vão". "Isso é entrar na lógica do Capeta Capital, que ele (Gentileza) criticava", avalia o teólogo Leonardo Boff.

Maria Alice tinha 16 anos quando o pai saiu de casa, em 1961, em sua "missão astral". "No princípio foi difícil, mas depois vimos que era isso que ele queria."

Datrino foi homenageado por Gonzaguinha no álbum Cavaleiro Solitário, de 1993 ("Dizem que é um louco. Eu digo que é um profeta"). No disco Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, Marisa Monte lembrou a cobertura dos murais com tinta cinza. Em 2001, foi homenageado no sambódromo por Joãozinho Trinta. Na novela Caminho das Índias, Paulo José o interpretou. / F.W.

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